Setembro amarelo/Prevenção ao suicídio

Sexta, 16 Setembro 2016 17:18
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Setembro amarelo representa a preocupação do mundo com os suicídios. No Brasil, 32 pessoas se suicidam todos os dias, o que representa 11.680 pessoas por ano. No mundo, são 2.200 mortes diárias, o que equivale a 803.000 por ano.

Esses números assustadores são iguais a treze vezes o número de mortes que ocorreram durante a Guerra do Vietnã.

No trânsito brasileiro morrem 70.000 pessoas todos os anos e seriam necessários 11 anos para atingir o número de suicídios anuais no mundo.

Esse é um problema crônico que a humanidade enfrenta e não consegue encontrar solução. Grande parte do problema está ligado à depressão. Se for tratada a tempo, pode fazer com que o indivíduo saia dessa condição e possa retomar o curso da vida sem maiores problemas.

O desconhecimento da vida espiritual em sua grandiosidade e beleza faz com que o indivíduo tome esse caminho que conduz à supressão da própria vida, pois, para ele, morrer é melhor do que ficar vivo e ter que enfrentar problemas dos mais variados tipos.

Para quem estuda o mundo espiritual, para quem conhece mensagens trazidas por grandes médiuns, missivas dos suicidas que se internaram em trevas espessas depois da morte; para quem tem a certeza de que a vida merece ser vivida apesar de problemas e que Deus está sempre ao lado de quem luta para se manter em pé, o suicídio não consegue passar em sua mente de maneira alguma.

O suicida, geralmente, fica, no mundo espiritual inferior, imantado à sua condição de réprobo da dádiva divina e fica por longo tempo revendo o ato final que tirou a vida de seu corpo material. Isso é aterrorizante, pois a cada minuto o Espírito refaz o gesto final, sente as dores do golpe e não se liberta daquilo que chamou de vida. Ele morre, mas continua vivo. Seu corpo material é que morre, mas o Espírito continua vivo e vê que seu perispírito agora está mutilado com a agressão que sofreu.

Com a morte, o suicida se vê em regiões inferiores onde se encontra com outros suicidas e ouve seus lamentos e gritos de desespero por não terem encontrado a morte que tanto desejavam.

Nesses lugares sombrios começam a resgatar o mal que fizeram contra si mesmos e contra Deus, pois o suicídio nada mais é do que um crime contra Deus que lhe deu a vida como experiência para novos aprendizados na Terra.

Somente depois de muitos anos de sofrimentos atrozes, depois de pedirem perdão a Deus, é que conseguem ser recolhidos às regiões onde Espíritos do bem os encaminharão a hospitais onde receberão o tratamento para a mente e para o perispírito. Com o tempo, aprenderão o valor que a vida tem e o respeito que devem ter para com ela.

Quando estiverem preparados serão encaminhados a uma nova encarnação na Terra e moldarão seu corpo material com os problemas que permanecem presentes no perispírito.

Quem se suicidou com um tiro na cabeça, provavelmente renascerá com problemas mentais; quem tomou veneno experimentará severos problemas gastrointestinais; quem se enforcou sofrerá problemas respiratórios, além de dores no pescoço e na coluna; quem se atirou de grande altura sofrerá crises de pânico, de desequilíbrio mental; quem se afogou terá falta de ar e enfisema pulmonar; quem assassinou alguém e depois se suicidou, geralmente reencarna como esquizofrênico.

Certamente, que nem todas as exposições acima ocorrerão com os suicidas em suas novas encarnações, mas a região do corpo onde perpetraram o ato fatal ficará marcado e afetará o novo corpo material, na nova vida.

Convém lembrar que muitos desses efeitos podem ser removidos ou amainados se o suicida de outro tempo se recompor espiritualmente e praticar o bem indistintamente. 

O pensamento do Apóstolo Simão Pedro faz a diferença nesses casos: - “O amor cobre a multidão de pecados”. Todo aquele que muito pecou pode alcançar a redenção seguindo a frase que resume a beleza da Doutrina de Jesus - “Fora da caridade não há salvação”.

Nesse caso, temos na prática da caridade o antídoto que nos fortalece contra a tendência da prática do suicídio e, ao mesmo tempo, nos permite alcançar a redenção de nossas faltas do passado.


Luiz Marini – 15-09-2016