11 de Setembro – Divagações

Quinta, 15 Setembro 2011 12:04
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               Querendo ou não o 11 de setembro marcou a vida de todo mundo. Somente os que vivem nos mais remotos sertões e que não têm qualquer contato com a civilização não ficaram sabendo do ato terrorista. Após os dez anos do acontecimento ficam os resultados amargos que o fato proporcionou.

               Se a vida antes do 11 de setembro de 2001 era difícil, o após tornou-se muito complicada, pois os Estados Unidos estão presentes em todas as partes do mundo, seja na economia, política, esporte, turismo, dentre outros. Coca-Cola, Microsoft, GE, Intel, Phillip Morris, General Motors, Ford, Citibank, Hewlett-Packard, Kodak, Dell, Nike, Levi´s, Kellogg´s, Pepsi, Amazon, Esso, Texaco e McDonald´s entre tantos outros estão em praticamente todos os países do mundo, inclusive no Brasil.

               A criação de produtos e marcas gera empregos e renda e deve ser incentivada pelo mundo afora. Isso gera competição que é a mola propulsora do desenvolvimento tecnológico. Não fosse isso estaríamos ainda empurrando carros de bois pelos carreiros do mundo.

               O grande problema é que o desenvolvimento tecnológico está associado à mentalidade do ganho desenfreado, a qualquer custo e isso gera confusão que não termina mais. O homem moderno vive de poder e de ganho monetário, não importando o que tenha que fazer para alcançar seus objetivos.

               Gostaria de ver a tecnologia atual nas mãos de pessoas de bom senso e espiritualidade como Sócrates, Platão, Os Apóstolos, Francisco de Assis, Antonio de Pádua, Chico Xavier, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, só para citar alguns. Fariam coisas fantásticas para o homem e para o mundo.

               Mas isso é para um futuro ainda um pouco distante, quando a Terra entrará no período de Regeneração. Somente Espíritos bons estarão no planeta, formando a população de encarnados e desencarnados, e isso corroborará as palavras de Jesus quando disse que “Os mansos herdarão a Terra”.

               O pensamento dos Espíritos do Senhor vai nessa direção e o dos homens em direção contrária. Deus está sempre dando puxões de orelha na humanidade para ver se ela se comporta de modo civilizado. Mas o homem está tão engolfado em seu mundinho que não vê e não ouve o que Deus lhe pede.

               A lei do mais forte sempre imperou no mundo, mas Deus sempre contrapôs isso com o envio de mensageiros divinos para ensinar o caminho da luz. E os emissários de Deus, na grande maioria, foram massacrados pelas multidões ávidas de sangue.

               Aconteceu com os grandes mestres que nos ensinaram as verdades divinas. Muitos deles, através da reencarnação, retornaram ao mundo para ensinar aos homens e novamente foram rechaçados. Até mesmo Jesus, o Divino Governador Espiritual de nossa galáxia não foi compreendido e acabou crucificado pela turba doentia.

               A intolerância política, religiosa, esportiva, comercial, tecnológica, impõe aos mais fracos as regras dos mais fortes. A intolerância cria os tiranos, os déspotas, os cruéis, os avarentos e, em contrapartida cria os vassalos, os pobres, os perseguidos, os condenados.

               Tratando especificamente do caso do 11 de setembro vamos encontrar na intolerância as raízes do mal que causaram a queda das torres gêmeas.

               E isso aprendemos nos alfarrábios da história quando os Europeus, notadamente os Ingleses, Franceses, Holandeses, Portugueses e Espanhóis começaram a corrida para o descobrimento e colonização de novas terras.

               Jesus permitiu que novas terras fossem descobertas para expansão do progresso e notadamente no Brasil para que aqui fosse transplantada a árvore do Seu Evangelho que havia secado na Palestina.

               Os portugueses levaram as riquezas do Brasil, especialmente o ouro e o pau Brasil. Quando notaram que nada mais havia a ser extorquido, permitiram a independência de nossa pátria.

               Os espanhóis dominaram o restante da América do Sul e a América Central destruindo os povos indígenas notadamente os Astecas, Incas e Maias, além de levar para seu reino o ouro e a prata das nações dominadas.

               Os ingleses dominaram as terras norte-americanas destruindo a cultura indígena que havia doze mil anos se difundia nas pradarias e montanhas. A Manhattan de hoje foi tirada dos habitantes naturais da América do Norte. Mas os homens nascidos nos Estados Unidos conquistaram a independência dos ingleses que espoliavam o país, em 1776.

               O interesse espiritual de congregar povos nativos com os europeus esbarrou na sede de ouro, prata e poder dos homens do velho continente. Mas as coisas foram se ajeitando da melhor maneira possível e, entremeio aos abusos sempre houve quem tivesse coração bom e expandisse o Evangelho de Jesus no novo mundo.

               A intolerância foi uma das causas das guerras em todos os tempos, notadamente a I e a II Grandes Guerras Mundiais. Os Estados Unidos se fortaleceram sobremaneira depois da II Guerra e se tornaram mestres em exportar sua política e economia para o restante do mundo.

               O intento de dominar o mundo esbarrou nos países de cultura muçulmana que têm os costumes diferentes e não aceita intromissão estrangeira. Nesse negócio de querer impor sua filosofia aos países do mundo entrou em guerra com ativistas que não toleravam que se metessem em seus negócios e em suas vidas.

               Começou com Osama Bin Laden e a Al Qaeda uma série de conflitos onde o lado mais fraco optou por atentados terroristas. Com o recrudescimento dos problemas também os ataques cresceram em número e proporção atingindo alvos americanos pelo mundo.

               Culminou como sabemos no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, quando as duas torres do World Trade Center foram derrubadas por aviões comerciais pilotados por terroristas. Os Estados unidos não imaginaram que alguém pudesse realizar ataques dentro de seu território. Mas o planejamento do terror foi além das expectativas e realizou o atentado de forma sincronizada e terrível.

               Não foram bombas, nem mísseis, mas sim, aviões comerciais, carregados de combustível. Além de causar a morte de quase três mil pessoas não gastaram os milhões de dólares necessários para comprar mísseis, sem contar que jamais conseguiriam dispará-los de território americano, pois seriam presos ao menor indício de que estivessem carregando armas potentes.

               Gastaram somente com o aprendizado para pilotar aviões de grande porte, a estadia e compra de passagens nos vôos condenados à morte. Foram kamikazes modernos imitando os pilotos japoneses na II Grande Guerra quando lançavam seus aviões contra os navios americanos. Os aviões que custam milhões de dólares eram propriedade de empresas privadas.

               Muito mais que derrubar as torres gêmeas, programaram a ação de maneira tal que quando a primeira torre foi atingida as televisões do mundo inteiro estavam transmitindo ao vivo. Quando menos esperavam eis que surge o segundo avião, maior, que simplesmente se desintegra contra a segunda torre, como manteiga ao contato com o fogo.

               Os aviões estavam com os tanques cheios de combustível, pois haviam decolado poucos minutos antes do aeroporto de Boston. Para que melhores bombas que essas? Além de serem gratuitas estavam com o máximo poder de destruição à disposição.

               E os que morreram na tragédia? Os que estavam nos aviões, lembrando que mais dois aviões foram sequestrados, um se chocou contra o Pentágono e outro caiu na Pensilvânia quando os passageiros atacaram os sequestradores e os que estavam nos prédios atacados.

               Os pobres passageiros desses aviões morreram desintegrados. E os que morreram esmagados no desmoronamento das torres gêmeas? E no Pentágono? Imaginem o trabalho que os mentores espirituais tiveram para reintegrar os perispíritos dos que morreram assim.

               Sabemos que os bons homens tão logo desencarnam recebem ajuda e se vêem livres das dores que motivaram o seu desencarne, mas os maus encontram muitas dificuldades no post-mortem e podem levar anos para reconstituir seu perispírito. O retorno à realidade ocorre quando o Espírito estiver apto para tal. Isso pode ser rápido ou durar anos intermináveis.

               O 11 de setembro desencadeou a invasão do Iraque e do Afeganistão pelos EUA e o gasto de US$ 3,5 trilhões de dólares na guerra contra o terror. Se esse dinheiro tivesse sido utilizado em favor dos que sofrem no mundo, muita coisa teria sido feita e muita gente teria sido encaminhada ao progresso espiritual, aproximando-se de Deus.

               A Terra está se transformando em Planeta de Regeneração e aqui não mais poderão encarnar os Espíritos belicosos, violentos, maus, e consequentemente num futuro próximo a intolerância desaparecerá e em seu lugar vicejará uma nova ordem onde o amor cobrirá a Terra e seus filhos poderão andar livremente sem se preocupar com assaltos, violência ou atos terroristas.

               Com certeza esse nosso mundo haverá de ser o paraíso tão sonhado pelos grandes mensageiros de Deus que aqui chegaram para nos ensinar o caminho da paz, da tolerância, da fraternidade e do amor incondicional entre as criaturas.

 

Luiz Marini 09-09-11