16 – O que fazer?

Quarta, 25 Março 2020 16:38
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Quando os companheiros saíram, fiquei longo tempo a pensar em o que fazer. Não esmoreci ante as dificuldades. Os reféns, por certo, seriam usados pelos inimigos quando da necessidade. Uma luz clareou dentro de minha mente e chamei um dos assistentes.

- Quando clarear o dia chame o Manoel, o Antonio e o José, pois preciso conversar com eles. 

Então fechei os olhos procurando descansar.

Bem cedo Manoel chegou à minha presença. Logo em seguida os outros dois companheiros diletos apareceram na tenda.

– Descansaram companheiros? – perguntei-lhes com um largo sorriso.

Quero pedir mais um esforço de vocês nessa luta. Manoel quero que convoque nossos cinco companheiros diletos e levem o Antonio e o José para a missão. Retornem ao povoado para resgatar os amigos da caravana. Vocês sabem o que fazer. É importante que eles sejam resgatados e voltem para nossas fileiras. Só assim poderemos continuar nosso trabalho de desmantelar a fúria dos agressores.

Os companheiros saíram para cumprir a missão. Em meu coração ficava a esperança de que com a qualidade e experiência o grupo pudesse desempenhar o pedido.

Como era bom adornar novamente o meu vestido branco com faixas verdes e azuis, ornar o cabelo negro e esvoaçante com fitas azuis, transpor novamente o fuzil no ombro, empunhar a espada e o facão, relembrando os tempos do Contestado.

Segui até nossos cavaleiros e expus a situação convocando-os para a batalha. Eles seriam os primeiros a enfrentar os inimigos. Pedi que se aprontassem e seguissem para o descampado à frente de nosso acampamento. Já estavam designados mais três grupos de guerreiros: teríamos duzentos mongóis, duzentos indígenas americanos e brasileiros, e duzentos samurais. Todos cavaleiros utilizando-se de arcos e flechas, atacariam em duas frentes, cercando os inimigos. Nossos companheiros seguiriam logo após com lanças e espadas.

Os combatentes do Contestado montaram em seus cavalos e seguiram nossos passos até o descampado. Lá nos encontramos com os outros três grupos de guerreiros. Podíamos ver nos semblantes dos guerreiros a felicidade de poder cavalgar novamente em nome do bem.

Continuar...