Capítulo 16 – Novos auxílios

Sexta, 18 Janeiro 2019 00:01
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Os habitantes da região que se dispuseram a conversar com nossos colaboradores foram conduzidos até carruagens que estavam estacionadas na estrada ao lado do campo.

Calculei que eram mais de cem Espíritos os que foram auxiliados. Em poucos minutos as carruagens partiram no rumo de um Posto de Socorro que havia há alguns quilômetros, onde receberiam o tratamento indispensável. Diversos cavaleiros da luz faziam a escolta da caravana.

Quando sumiram na curva da estrada, reunimo-nos no centro do campo. Delineamos os objetivos que tínhamos a alcançar, baseados na empreitada de seguir pelos caminhos escuros das regiões à frente.

Ao mesmo tempo, em que procuraríamos por Andréia e Marilda estaríamos recebendo os Espíritos que desejassem conversar e deixar o local. Com certeza haveríamos de enfrentar as legiões de Espíritos empedernidos no mal e que haveriam de nos incomodar na consecução desse desiderato.

No início da jornada, os três grupos seguiriam juntos. A estrada tornou-se pedregosa, e, em alguns locais, lamacenta, mas conseguimos seguir com certa facilidade.

A névoa tomava conta do ambiente e alguns archotes foram acesos clareando de forma homogênea o caminho.

Ouvíamos os gritos de sofredores que se escondiam atrás de rochas e arbustos secos. Gritavam tentando nos assustar e corriam para ficar longe de nossos olhares.

Vindo de uma lagoa, um Espírito de mulher se aproximou, no início, cambaleante, e, depois, de forma rápida.

- Quem são vocês que aparecem em nosso mundo de sofrimentos? – perguntou.

- Somos amigos do Cristo de Deus – respondeu Maria Rosa. - Estamos aqui em missão para recolher aqueles que já têm permissão de adotar vida nova.

- Eu já não tinha esperanças de que pudesse encontrar alguém por aqui e que pudesse me ver.

- Jesus nos permitiu aqui chegar para que os sofredores pudessem ter a oportunidade de redenção.

- Se eu puder ser ajudada, gostaria muito de seguir com vocês.

- Siga à nossa retaguarda até nossos servidores que a atenderão.

- A moça foi acompanhada por um de nossos companheiros e pude observar que seu semblante já havia se modificado para melhor.

Prosseguimos até atingirmos uma encruzilhada onde dividimos nossas forças em três comandos. Luiz Dam, Maria Rosa e eu seguimos pela estrada do centro.

As tochas clareavam a estrada que se tornava estreita. Os seres que cruzavam à nossa frente tinham a forma humana, mas apresentavam-se como aleijados, corcundas, expondo seus defeitos morais nas deformidades físicas do perispírito.

A visão era triste, pois percebíamos que as pessoas que viveram na Terra sob a influência da ignorância, da maldade e da inferioridade, agora estavam transformadas em sofredores contumazes do além.

A realidade nua e crua se apresentava naqueles seres, que, quando viveram na Terra, na pele de homens, pensavam que jamais seriam atingidos pela justiça divina e fizeram o que bem entenderam no tocante às maldades.

Acostumados a comprar consciências, acreditavam que seriam imunes aos castigos depois da morte ou que poderiam comprar os guardiões dos céus.

Continuar...