CAPÍTULO 55: Auxílio

Sexta, 21 Setembro 2012 10:52
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CAPÍTULO 55
 
 
 
Auxílio                      

 
                                                        Os Cavaleiros da Luz, sob o comando da avó Maria
                                         auxiliam os Espíritos sofredores à beira da
                  estrada que conduz ao forte.


 
               O grupo de setenta cavaleiros se destacou da coluna e seguiu a avó Maria para a beira da estrada no campo onde centenas de Espíritos vagavam sem rumo. Ela identificou os Espíritos que já podiam ser socorridos e pediu a alguns cavaleiros que entrassem no campo e os trouxesse até ela.
               Os cavaleiros entraram pelas filas de desmemoriados e erguiam à garupa aqueles que estavam aptos a deixar o local. Em minutos vinte Espíritos chegavam até o grupo de cavaleiros esperando transporte.
               O grupo seguiu adiante, logo atrás de nosso pelotão, observando os Espíritos sofredores que vagavam ao lado da estrada e que paravam para nos ver passar. Pediam socorro e os que pediam perdão a Deus pelas faltas cometidas eram separados dos grupos e encaminhados para perto de cavaleiros que fariam a guarda até que chegassem os veículos de transporte.
               Quando chegamos ao pântano centenas de olhos nos observavam desde a água putrefata. Vinte cavaleiros se apressaram a jogar redes de malha vinte, com fios de nylon de grossa espessura, nas águas esverdeadas.
               Os Espíritos que já podiam ser resgatados agarraram-se às redes com firmeza e foram puxados para fora da água. Os que não tinham a permissão para sair do charco não conseguiam se agarrar às redes e voltavam ao fundo.
               Dezoito Espíritos foram retirados do pântano e ficaram à beira da estrada esperando o transporte.
               Em seguida chegamos à floresta de árvores secas onde os Espíritos procuravam abrigo das intempéries e não encontravam sossego, pois haviam derrubado florestas indiscriminadamente, pensando apenas em seu ego.
               Os cavaleiros se aproximaram e convocaram os que podiam deixar o lugar. Apenas ouviu o chamado aqueles que estavam aptos para tal e, assim, apresentaram-se dezoito Espíritos para seguir outros rumos.
               Quando passamos no deserto de areia fina doze Espíritos foram resgatados por terem cumprido a pena de haverem desertificado áreas na Terra sem qualquer preocupação, abandonando depois as terras que acabaram virando deserto.
               Enquanto cavalgávamos pela estrada no rumo do forte, algumas carruagens puxadas por fogosos cavalos brancos se aproximaram vindas dos campos limítrofes. Os samaritanos começaram a carregar os Espíritos que vagavam no deserto e voltaram pela estrada para transportar os outros grupos que esperavam pela carona.
               As carruagens levaram os Espíritos que tiveram a permissão para sair do umbral e seguiram no rumo dos campos limítrofes onde voluntários de nossa cidade estavam esperando para fazer a triagem e encaminhar os Espíritos aos locais adequados para o tratamento. Esse transporte demoraria trinta minutos e logo as carruagens retornariam para nos acompanhar até o forte.
                                            
Continuar...