No Calvário - Soneto 01

Terça, 16 Abril 2019 14:34
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  Na cruz do Calvário

Dilaceram os pregos as Suas mãos
Que sangram na agonia derradeira.
Eleva-se o corpo na cruz de madeira
Na odienta forma de supliciação.

No calor da tarde, na crucificação,
Suspenso, na colina da Caveira,
Sua palavra sábia é mensageira;
Ressoa dos lábios a voz do coração.

Angústia suprema no coração aflito,
O perdão aos algozes foi como um grito
A reboar igual trovão no alto da cidade.

Jesus elevou Seus olhos ao infinito!
Pendeu a cabeça, cumpriu o escrito,
Deixou o mundo e entrou na eternidade.

Luiz Marini 21-02-2019

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