Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Três dias que não são três dias

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“E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito, pois há de ser entregue às gentes, e escarnecido, injuriado e cuspido. E, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará.

(Lucas 18:31-33)

 Jesus disse aos seus apóstolos, quando de Sua entrada triunfal em Jerusalém, que ressuscitaria três dias após a Sua morte.

Dito e feito. Três dias depois eis que aparece para Maria Madalena no jardim nas cercanias de Sua sepultura.
Aliás, lembrando disso recordo que um amigo pediu com a maior cara de pau se eu sabia o porquê de Jesus quando da ressurreição, ter se apresentado primeiramente à Maria Madalena e não para Simão Pedro que era na verdade o seu braço direito.

Para verificar a sua réplica, respondi que não sabia o porquê disso. Então ele me disse assim, com ar de sabedoria na face:

-“Jesus sabia que se aparecesse primeiro a uma mulher, em dois segundos toda Jerusalém saberia que Ele havia ressuscitado”.

Só os fofoqueiros de plantão é que gostam de comentar esse tipo de coisa. Se conhecessem Maria de Magdala saberiam que ela nunca faria isso e tanto é verdade que não fez. Ela voltou para junto dos apóstolos e contou apenas para eles o acontecido.

Mas vamos aos fatos que interessam mais. O povo costuma contar os dias como um dia depois do outro, e não como vinte e quatro horas o que seria normal. Se um fato ocorre as 22:00 horas da sexta-feira, no sábado às 10:00 horas já se conta como se fosse um dia inteiro. Costume do povo.

Com Jesus aconteceu assim: Ele foi preso na quinta-feira por volta das 21:00 horas.  Foi conduzido ao Sinédrio, a Pôncio Pilatos, a Herodes, voltou a Pôncio Pilatos e dada a sentença de morte, foi obrigado a carregar a cruz rumo ao calvário. Como estava muito debilitado devido aos castigos corporais e ao stress psíquico, caiu durante o percurso e foi auxiliado por Simão Cirineu a carregar o madeiro.

Às 9:00 horas da sexta-feira foi crucificado entre dois ladrões. Seus pés e mãos foram perfurados com pregos. Seu martírio durou 6:00 horas e Ele morreu asfixiado porque o peso do corpo fez com que os pulmões não pudessem aspirar o ar.

Quando foi traspassado com a lança de Longinus, já não havia mais vida em seu corpo.

As pernas dos ladrões foram quebradas, para que não pudessem sustentar o corpo, e assim, morressem mais rapidamente.

As pernas de Jesus não foram tocadas, pois nesse momento Ele já estava morto. Isso para que se cumprissem as profecias que diziam que nenhum de Seus ossos seria quebrado.

Como então que os três dias não se contam como três dias se Ele desencarnou na sexta-feira e ressuscitou no domingo?
Vejamos e façamos uma conta fácil que qualquer aluno de terceira série faria. Jesus morreu na sexta-feira às 15:00 horas. Maria de Magdala foi às 6:00 horas do domingo levar óleos para untar o corpo de Jesus conforme costume da época. Ao chegar ao sepulcro encontrou-o aberto e viu que o corpo havia desaparecido. Ouviu vozes e pensou que fosse o jardineiro. Quando a pessoa chamou-a pelo nome: Maria, ela voltou-se e viu que era Jesus, o que fez com que exclamasse: Raboni.

Era mesmo Jesus redivivo. Ela quis tocá-Lo, mas Jesus não deixou, dizendo que antes deveria subir ao Pai. Era madrugada, por volta das 6:00 horas, quando aconteceu esse fato..

Fazendo as contas entre as 15:00 horas da sexta-feira e as 6:00 horas do domingo são exatamente 39:00 horas. Para contar três dias teriam que ser 72:00 horas, o que ocorreria somente na segunda-feira às 15:00 horas.

Nós devemos ser maleáveis de entendimento e não devemos levar ao pé da letra muita coisa, por isso contamos que são três dias como sendo força de expressão. Claro que entendemos que deve ser assim.

Se Jesus falava por parábolas para que os Seus ensinos se tornassem eternos, por certo falou que a Sua ressurreição se daria em três dias, de forma um pouco diferente do que se contassem as 72 horas tradicionais de três dias.

Quando Ele disse que ressuscitaria ao terceiro dia, contou sexta-feira como o dia do desencarne, sábado como o segundo dia, e domingo quando da ressurreição, como sendo o terceiro dia.

Não são três dias? São exatamente três dias.
 
Luiz Marini 09-04-0

 

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual." (Francisco Cândido Xavier