Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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28 – Passeio

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A avó Maria ofereceu-me o braço e convidou-me para uma caminhada até a cidade. Aceitei de bom grado, pois assim poderíamos voltar a conversar.

Sabedores de que os mensageiros estavam trabalhando com destreza na solução dos problemas de cada Espírito envolvido nas batalhas, deixamos o acampamento logo à entrada dos portões e chegamos à floresta. Borboletas das mais variadas cores acompanhavam o nosso caminhar.

O silêncio da mata só era quebrado por cantos de diversos pássaros. Eram mansos e esvoaçavam ao nosso lado. Aspiramos o ar fresco e puro da floresta, sentindo na alma as blandícias da natureza. Estacionamos sobre as pontes e observamos os peixes nadando nos remansos de água límpida dos riachos cantantes. Sentíamos nossas forças serem renovadas nesse ambiente.

Conversamos sobre a bondade de Deus ao nos oferecer a graciosidade das plantas e dos animais e a beleza que brota da natureza. Homem e meio ambiente deveriam ser um só conjunto de forças rumo a Deus.

Estávamos impregnados dessa harmonia, absorvendo as benesses desses encantos. Caminhamos lentamente sentindo os odores que do ambiente brotava. Logo à frente nos deparamos com o campo imenso onde visualizamos rebanhos de animais que pastavam, observados por alguns pastores.

Seguimos pela estrada até chegarmos às primeiras casas do povoado. Adentramos na alameda onde as árvores apresentavam o colorido especial da primavera. As cores impregnavam as mais diversas árvores e flores nas calçadas. Encontramos muitas pessoas que seguiam para os seus afazeres. Cumprimentavam-nos com sinais de alegria, sabendo que havíamos participado dos embates para a libertação da cidade.

À nossa frente o templo se erguia altaneiro exibindo cores luminosas. As portas abertas nos convidavam a entrar. Já podíamos perceber as vibrações espirituais que advinham de seu interior.

Ao ultrapassarmos os umbrais das portas sentimos que o ambiente estava impregnado de luzes e de cores diversas lembrando o arco-íris. Uma sensação de paz infinita tomou nossos corações. Sentamos nos primeiros bancos, fechamos os olhos e voamos em espírito para absorver a luz.

Agradecemos a Jesus, à Mãe Santíssima e a Deus pela oportunidade de servir à causa do bem. Agradecemos pela proteção aos nossos soldados nas batalhas e no cuidado aos adversários. Oramos e pedimos pelos que lutaram nas hostes do mal e regressaram ao regaço do Senhor.

Pedimos também por aqueles que não aceitaram o convite para mudar de rumo e voltaram aos seus campos de vivência no umbral.

Agradecemos por todos aqueles que se propuseram aprender e servir, amar e compreender, lutar e conceder. Agradecemos pela existência e pela vida formidável que tínhamos.

Agradecemos por, mesmo sendo tão pequenos, estarmos engajados na seara do bem.

Depois de absorvermos a essência divina, deixamos o templo e seguimos até o edifício central de administração.

Em poucos minutos chegamos ao prédio principal. Alguns administradores nos receberam com alegria incontida nos olhares.

- Avó Maria, Maria Rosa. Faz alguns dias que não aparecem para uma conversa conosco. – disse-nos um dos colaboradores principais da administração, chamado Flávio.

- Não é por nossa vontade – respondeu a avó Maria –, é porque temos muitas atividades em outras localidades. Mas nunca nos esquecemos de nossos amigos nessa cidade onde também participamos de muitos trabalhos.

- Conte-nos, Maria Rosa, o que aconteceu fora dos muros – pediu o amigo.

Fiz aos amigos rápida descrição sobre o que havia ocorrido nas batalhas com os soldados do umbral. Aproveitei para pedir que recebessem esse pessoal com a maior cordialidade possível, pois eles eram Espíritos renovados que necessitavam de auxílio nos primeiros tempos da nova condição de vida. Era muito importante o apoio moral para que não voltassem a cair nas mesmas malhas da ignorância e do sofrimento.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando da condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos." (André Luiz)