Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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27 – Três amigos

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A avó Maria olhou para o lado dos portões de entrada da cidade e confidenciou-me, sorridente:

- Veja quem está chegando.

Olhei para a entrada e constatei a aproximação de um grande amigo nosso: o médico André Luiz. Há muitos anos auxilia em nosso Centro de trabalho e é muito amigo da avó Maria. Estava acompanhado por alguns médicos e enfermeiros que fazem parte do seu grupo espiritual. O Doutor André conversou alguns minutos com seus acompanhantes e, enquanto eles se dirigiam para o atendimento aos necessitados, o médico amigo aproximou-se e nos abraçou.

- Que bom ver que estão por aqui também.

- Esse é nosso ofício – respondi.

- Os mentores espirituais estão muito felizes pelo trabalho realizado, Maria Rosa – disse-me calmamente.

- Foi uma luta árdua, mas necessária. Agora está tudo bem. Ainda bem que vocês vieram para fazer o complemento do trabalho. – afirmei.

- Minhas amigas, vocês sabem que as entidades superiores estavam sabendo dos planos arquitetados contra a cidade. Foram tomadas todas as precauções para que não houvesse danos maiores à coletividade. Essas batalhas foram tramadas há longo tempo e, quando se tornou insustentável o adiamento, tivemos que tomar atitudes para que não causassem maiores problemas. - André respirou fundo e continuou.

- Deus aproveitou a oportunidade surgida e, na hora propícia, defendeu o patrimônio da vida e ao mesmo tempo oportunizou aos Espíritos que já se encontravam aptos à modificação que se submetessem a novo processo em sua existência: o reencontro com a luz, deixando para trás o astral inferior. Tudo se encaixa no trabalho com Deus. O que antes era o desejo de dominar a cidade transformou-se em solução para centenas de casos de Espíritos que necessitavam que algo fosse feito em seu favor.

- Ainda bem que existem as forças do bem para contrabalançar as do mal – aparteou a avó Maria. – Deus não pode deixar que os inimigos da luz tomem conta de tudo.

- Nossa parte está sendo feita – comentou André. - Em qualquer lugar do mundo sempre haverá amigos do bem prontos para defender e lutar pela vida e pela luz.

- Os que vivem em regiões nebulosas, quando desejarem, podem pedir para seguir para regiões onde as condições são melhores – comentei. – Uma cidade igual a este recanto está instalada num local estratégico para acolher os Espíritos que desejam mudar de vida. Creio que um dos grandes objetivos da construção das cidades às cercanias do umbral é porque existe a necessidade delas para acolher os Espíritos necessitados. Os Espíritos que se acham em condições de transformar as suas vidas serão bem acolhidos nessas cidades limítrofes ao umbral.

- O perigo de serem atacadas, como ocorreu agora, existe – comentou o médico –, por isso é necessário aumentar a segurança com maior número de vigias. A região umbralina contrasta com essas regiões e refletem as lutas que ocorrem no cenário terrestre. Os homens belicosos, quando desencarnam, continuam por essas regiões nevoentas.

- Deste lugar para cima as belezas vão se acentuando até atingir as maravilhas supremas. O problema está para baixo, nas diversas faixas do umbral – comentou a avó Maria. - O baixo nível do pensamento humano e dos Espíritos desencarnados que vibram na mesma faixa é que formam essas regiões de sofrimento.

- Isso atinge o homem na Terra, que, em contrapartida, afeta as mentes que povoam as regiões em volta do planeta. A limpeza psíquica do umbral e, consequentemente, da Terra, só ocorrerá com a limpeza do pensamento dos homens e dos Espíritos – emendou André.

- Tudo é questão de tempo e de dor – arrematei. – O sofrimento vai minando a resistência do mau e, com o tempo, ele aprenderá que é muito melhor seguir pelas estradas luminosas e com os que trabalham com Jesus. Suas dores serão curadas e serão muito felizes.

- Os que vivem por Jesus dão sua vida por Ele e jamais pensam em tirar proveito do Seu nome – disse-nos a avó Maria. – Muitos dos que vivem nas regiões umbralinas foram na Terra comerciantes do nome de Jesus.

- Usaram Seu nome para se promover, para conseguir fortunas, para cabrestear o povo – comentei lembrando aqueles que vendem Jesus a torto e a direito.

- A sua própria consciência os empurra para as regiões inferiores – disse-nos André. – As regiões nebulosas são como ímãs que puxam aqueles que vibram na mesma faixa. Os iguais se procuram e vivem em simbiose, doando e recebendo energias.

Agora eu relembrava os nossos verdugos do tempo do Contestado. Dezenas deles pude rever em condições lastimáveis no umbral. Se pudessem voltar no tempo fariam as coisas de maneira diferente. Se o arrependimento sempre chega tarde, a justiça divina tarda, mas não falha.

Segundo Jesus, só sairão desses lugares quando pagarem o último ceitil.

Agora compreendia que a insensatez dos soldados que desejaram invadir a cidade, foi transformada em opção pelo bem para livrá-los das cadeias do sofrimento.

Nesse momento André nos confidenciou que tinha muito serviço a fazer e que em outra oportunidade voltaríamos a conversar.

O clínico, ladeado por alguns enfermeiros, seguiu até o centro de atendimento médico do acampamento. 

Nesse momento pudemos ver centenas de Espíritos que chegavam para acolher os familiares.

Pela estrada começaram a chegar e o número foi aumentando até atingir perto de mil. Eram familiares dos ex-soldados do acampamento que chegavam, avisados que foram de sua nova condição.

Chegavam felizes, calmos, sabedores das possibilidades que Deus oferece de renovação aos Espíritos na senda luminosa da vida.

Os mensageiros teriam mais alguns dias para fazer o trabalho de recuperação e triagem dos Espíritos para que pudessem seguir por novos rumos.

Continuar... 

 

Luiz Marini - Livros

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