Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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20 – Preparativos para a batalha

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Ainda era madrugada quando saí da tenda e me coloquei a observar o céu estrelado. O cruzeiro do sul estava surpreendentemente brilhante nessa noite. O guerreiro Luiz Dam chegou da casa da avó Maria e estava comigo na observação da noite. Ele é o grande guerreiro que habita em nossa casa e nos ajuda em todos os momentos. A quietude que tomava conta do lugar seria quebrada com o barulho que ouviríamos pela manhã, dos combates.

A brisa suave trazia o cheiro de relva molhada. Faltava ainda uma hora para que o sol começasse a despontar no horizonte. Procurei relembrar os acontecimentos ocorridos durante a noite enquanto meditava. Deus nutria minha coragem com a seiva de Seu amor incomparável. Logo estaríamos juntos em novo embate. Não podíamos deixar que as forças do mal fizessem o que bem entendessem, na hora que desejassem, sem que ninguém os enfrentasse. O mal toma conta do mundo porque os bons se escondem e não têm coragem de enfrentar os belicosos. Na espiritualidade não existe lugar para os indecisos, para os que não sabem para onde vão. Aqui a luz clareia as trevas e o amor espanta o ódio.

O dia amanheceu trazendo um clarão espetacular, com o sol começando a surgir por trás dos montes. No lusco fusco da manhã começamos os preparativos para a partida. Estávamos prontos para começar a batalha com os inimigos. Fechei os olhos e rezei a Deus com a reverência que se deve ter nesses momentos. O coração e o pensamento se uniram no útil afã de chegar até o Pai Celeste para pedir por todos os que estavam engajados na luta pela libertação da cidade. Meus amigos de luta já estavam prontos e conversamos sobre os últimos preparos e as técnicas que usaríamos no confronto.

Decidimos que todos os cavaleiros de nosso grupo estariam à disposição para os primeiros ataques, com os guerreiros mongóis, indígenas e samurais. Em seguida viriam os generais e seus exércitos. Como consequência dos ataques realizados contra os homens do acampamento, meus guerreiros haviam aprisionado perto de seiscentos homens. Esses detentos haviam sido encaminhados para um local de reclusão atrás de nossas linhas, onde seriam identificados e passariam por triagem para verificar os que já poderiam ser encaminhados para escolas na espiritualidade, se isso fosse de sua vontade, e os que seriam libertados para voltar aos seus esconderijos depois do término das batalhas. Essa triagem seria feita por técnicos altamente especializados que conhecem profundamente os Espíritos. O destino de cada um seria traçado de acordo com o que o coração sentisse. Com certeza estariam em boas mãos e o melhor seria feito com cada um deles.

Os líderes de nosso destacamento, em número de seis, perfilaram-se à frente de minha barraca. Montamos em nossos cavalos e seguimos ao encontro de nossos cavaleiros. Estavam em fila indiana esperando nossa presença. Com um sinal de mão fizemos menção para que montassem. Foi bonito ouvir o barulho dos cascos dos cavalos entremeados com o tilintar das esporas em contato com os estribos.

No rosto de cada cavaleiro podia-se ver a felicidade com que montavam em seus cavalos, já que a luta era para a libertação de uma cidade e o desmantelamento de uma quadrilha de malfeitores que havia arregimentado um exército para destruir o que o bem constrói.

Sorriso largo de quem sabe que a luta quando é em nome do Senhor tem o seu quinhão de conforto. A paciência era o seu ponto preferido e a certeza da vitória sobre os celerados o seu ponto de partida. A um comando seguimos pela estrada lateral, costeando as montanhas rumando ao vale onde os comandantes esperavam com seus homens.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos." (Francisco Cândido Xavier)