Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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14 – Entendendo a situação

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Depois de conversar com os comandantes dos diversos batalhões, retornei ao convívio de meus companheiros, entrando na barraca onde pude descansar um pouco.

Fechei os olhos e pedi a Deus a proteção necessária para enfrentar os embates e resolver a situação. Aos poucos analisei o caso. Já havíamos mandado duas centenas de guerreiros para auxiliar na defesa da cidade. Estávamos conscientes das dificuldades que enfrentariam ao contrapor os inimigos. Com certeza teriam combates exaustivos e perigosos.

Sabíamos exatamente o que acontecia no acampamento dos inimigos e como estavam armados os soldados. Sabíamos a posição do comandante dos rebeldes e o desejo de conquistar a cidade.

Nesse momento recordei as guerras ocorridas durante todas as épocas em que os inimigos sitiavam as cidades e as venciam pela fome e doenças. Não poderíamos desdenhar a capacidade de luta dos oponentes e o perigo que rondava a cidade.

Nós já conhecíamos a violência utilizada pelos inimigos da luz em suas cidades no umbral e nas trevas. Eles prendem, seviciam, humilham. Os auto denominados juízes, formam tribunais e julgam os Espíritos fracos que lhe caem às mãos e os condenam aos mais severos regimes de penalidades, tendo inclusive o poder de hipnotizar os Espíritos e fazer com que seus perispíritos se tornem assemelhados aos animais, na chamada licantropia.

Não conhecem Jesus e O tratam apenas como Cordeiro. Desdenham o poder que o Mestre Divino tem de curar as suas chagas e dores. Mas tudo tem seu tempo devido e um dia chegará também a eles o momento de reflexão e de transformação de seus corações.

Quem conhece Jesus, jamais volta a cometer os desatinos que já cometeu, jamais volta a odiar, a malquerer, a perseguir e a matar. As mãos, que antes eram sujas, tornam-se limpas e brilhantes, o coração empedernido torna-se brando e caridoso. A mente que antes vagava em trevas, agora se delicia na luz.

Esses Espíritos são difíceis de lidar e o nosso dever é auxiliá-los a compreender que também são filhos de Deus e que seus caminhos podem ser baseados no amor.

Nas diversas cidades que limitam o umbral e nos Postos de Socorro que estão dentro dessas regiões nevoentas, sempre vemos muros altos e fortalezas para proteção. Nessas paliçadas estão dispostos canhões que disparam dardos de energia que servem para espantar os Espíritos maldosos. Esses raios não matarão os atacantes, mas farão com que desistam de seu intento. Se atingidos, os Espíritos sentirão dores como aquelas que sentem os encarnados quando se ferem. Eles têm os perispíritos tão densos que se parecem com os corpos humanos.

O moral dos habitantes da cidade havia melhorado com a investida que havíamos feito. O clima espiritual havia aprimorado muito. A esperança em Deus estava renovada em cada coração. Mas todos sabem que só imbuídos de fé o povo não pode defender a cidade. É preciso agir para se defender.

Os atacantes possuiam perto de três mil e nós cerca de três mil e quinhentos guerreiros. Uma boa estratégia seria fazer guerrilhas, dividindo os inimigos para que fossem mais facilmente capturados. Assim se consegue minar as forças adversárias.

Continuar... 

 

 

Luiz Marini - Livros

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