Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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11 – Os Guerreiros

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Estacionamos nossa tropa no vale perto da estrada principal que leva à cidade quando era perto do meio-dia.

Chamei um de nossos principais colaboradores e pedi que reunisse cinco companheiros. Expliquei o caso da caravana desaparecida. Mostrei a direção a seguir para chegar até a primeira cidade no umbral, que deveria ser o local onde estariam os passageiros sequestrados. Pedi que fossem apenas verificar onde estavam e o que havia acontecido com os caravaneiros. Os nossos guerreiros sairiam logo após o meio-dia.

Os batalhões já estavam chegando para a concentração. Os soldados chegavam e já iam levantando as tendas numa disposição impressionante. Os diversos grupos de guerreiros se posicionavam de acordo com o regimento a que pertenciam.

Notei que além dos nossos companheiros, haviam cavaleiros mongóis, samurais, indígenas norte-americanos e brasileiros. Todos eram exímios flecheiros. Não deixei de notar as tendas dos indígenas do norte, erguidas em círculo, relembrando as aldeias que povoaram durante doze mil anos as plagas americanas. Isso me emocionou porque relembrei o estilo de vida livre e pura que haviam tido até que o homem branco tudo destruiu. Não tiveram chance alguma de continuar desenvolvendo a vida em harmonia com a natureza onde a mãe terra os protegia e alimentava.

Não resisti à tentação e fui cumprimentar os irmãos que tanto amaram a natureza e o Espírito de Deus. Pude notar que eram Espíritos muito afeitos ao bem e que não guardavam mágoa alguma da destruição de sua cultura ao me dizerem que, lentamente, estavam recompondo a sua história. Seus descendentes estão conseguindo dinheiro com a exploração de cassinos em suas terras. Estão melhorando de vida e adquirindo terras limítrofes às reservas para expandir o seu território. Pela reencarnação, estão dominando as mesmas terras que lhes pertenceram no passado. Foi incrível conhecer o regimento de mais de duzentos índios que estavam para nos ajudar. No espaço espiritual não há limites fronteiriços e o intercâmbio entre os povos é intenso. Perto deles estavam os índigenas brasileiros, com a característica própria da pele queimada de sol e de grande força no trato com a natureza. Além de guerreiros, eram grandes manipuladores de remédios utilizando a flora nacional. Cumprimentei-os com satisfação, enaltencendo a condição de filhos legítimos da Pátria Tupiniquim.

Em seguida fui conhecer os mongóis, famosos guerreiros do oriente. Homens de estatura baixa, mas fortes, possuidores de cavalos pequenos e ágeis. Os samurais tiveram minha especial atenção porque sempre os admirei como guerreiros imbatíveis. Essas duas corporações tinham cerca de duzentos cavaleiros cada uma. Deixei esses combatentes e retornei para o nosso grupo. Vendo que os generais já estavam acomodados numa tenda, aproximei-me para expor nosso plano.

Conversamos rapidamente com o general Augusto e informamos que, à noite, quando cessassem os combates, iríamos até o acampamento dos agressores para avaliar a situação real do caso. Os soldados continuariam no acampamento, que deveria estar às escuras durante a noite para que os inimigos não soubessem de sua presença no local.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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