Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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03 – A conversa continua

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Depois de dialogar com a avó Maria, nas primeiras considerações, ficamos a conversar sobre nossas vidas e o trabalho que os Espíritos realizam para seu aperfeiçoamento.

Com certeza, um dos motivos da alegria dos Espíritos já cônscios de seus deveres é o trabalho na espiritualidade. 

Motivos de trabalho existem aos milhares, pois desde o que limpa sujeiras provenientes dos internos nas enfermarias, passando pelos que cuidam dos pomares, fabricam sucos e alimentos, cuidam dos arredores das cidades onde os Espíritos inferiores podem atacar e depredar as instalações, até os administradores que atentam a todos os objetivos e planejamentos a longo e curto prazo para alcançar esses objetivos.

- Veja bem - disse-me a avó Maria. - Em todos os anos de trabalho espiritual, temos visto centenas de amigos subindo na escala espiritual com base no trabalho edificante. Com certeza, a luz começa a brotar no coração do doente no momento em que ele se conscientiza de que deve trabalhar pelo próprio engrandecimento. Quem não se propõe a fazer a tarefa do dia, tende a sofrer muito com desilusões e problemas. A vida é linda para quem sabe o que quer. O caminho para a felicidade é um só: Jesus. E para entender o Mestre é necessário muita dedicação e valorizar a vontade de trabalho.

A busca incessante pela auto-iluminação é algo que extravasa nosso próprio coração e entendimento. Com certeza a luta é sempre entre os dois pólos dominantes do ser humano e do que o envolve: O que é próprio de seu ego e o que vem do meio ambiente. Você não pensa assim? Perguntou a avó Maria.

- Sim! - respondi. - Se já é difícil entender o nosso eu o que se dirá de querer entender os outros. A difícil convivência com os seres humanos é algo que nos preocupa. Cada um quer vencer sem que ceda um milímetro sequer de seu lugar ou de seu pensamento.

- Vejamos os casos dos que desencarnam e chegam aqui perdidos - comentou a avó. - Geralmente passam algum tempo em regiões inferiores para então conseguir permissão de adentrar nossas colônias. São socorridos e conduzidos aos hospitais para tratamento. Mas, até que compreendam o real estado em que se encontram, sofrem muito. Os companheiros que os recebem devem ter toda a paciência do mundo para fazer um trabalho de qualidade e de bom atendimento.

- Mas, e aqueles que não querem mudar de vida e de comportamento? - Perguntei.

- O livre arbítrio é inerente ao Espírito – respondeu a avó Maria com firmeza na voz. - Não adianta querer modificar as atitudes de quem não quer se modificar. Não concluímos que seja tempo perdido esse trabalho com os recalcitrantes, antes, é importante, porque a semente fica plantada até que um dia possa desabrochar os primeiros rebentos de uma nova vida. Todos que têm boa vontade podem conseguir o que almejam, principalmente em se falando de quem deseja o bem.

- Para os preguiçosos do mundo espiritual existem lugares próprios onde ficam no marasmo a que estão acostumados. A Lei divina jamais se opõe aos que não querem auxílio. Com certeza, com o tempo, e com modificações que ocorrerão com o Espírito, alterações essas que podem ser interiores ou promovidas pelo meio externo, farão com que andem de acordo com a Lei.

Sempre há um Espírito amigo disposto a tirar o véu escuro que cobre os olhos dos recalcitrantes, seja parente, amigo ou desconhecido. E, quando o fruto está maduro, quando termina o prazo de expiação, Deus promove o encontro do que necessita de auxílio com aquele que deseja ajudar.

Com certeza, Deus não quer a morte do ímpio, mas que ele se renove e volte para o caminho do bem. E esse é um desafio que temos que enfrentar. O grande problema está em que os sofredores não sofrem as suas penas em paz. Os Espíritos brincalhões, zombeteiros, malfeitores, malévolos, perseguidores, vampirizadores e outros que se dedicam ao mal, fazem deles joguetes e brinquedos, deixando-os em situações muito embaraçosas. E, para se livrar dessas falanges negativas, só com o auxílio dos mensageiros do bem e muita luta. – concluiu a avó Maria.

- Avó Maria, e o que dizer daqueles que estão na Terra e que não aproveitam a encarnação para melhorar, antes se cobrem de muitos pecados e retornam ao mundo espiritual em condições piores daquelas quando daqui partiram? - Perguntei.

- A vida é concessão divina e todos devem ter a oportunidade de reencarnar para progredir e acertar contas que ficaram do passado. Se Deus pensasse que quem vai reencarnar pode voltar com mais problemas, não permitiria a reencarnação. A lei do progresso está aí para todos, sem exceção. Os Espíritos estão tendo as últimas oportunidades de melhorar e provar que são aptos a permanecer na Terra no terceiro milênio.

- Já está sendo feita a migração dos Espíritos recalcitrantes para outros orbes?

- Com certeza! Desde há muitas décadas que os Espíritos governadores da Terra estão promovendo a retirada daqueles que não tem condições de aqui permanecer. Ainda tem muita gente preparando as malas para viajar a outros mundos, condizentes com a sua condição espiritual. Acredite Maria Rosa, somente assim, Deus conseguirá promover a transformação da Terra de planeta de provas e expiações para planeta de regeneração.

- Sabe avó – considerei -, o trabalho que temos é imenso, porque os Espíritos que regressam da Terra, geralmente, estão endividados com a vida, porque lá fizeram o que bem entenderam, de bem e de mal, pois achavam que estavam acima da Lei e de qualquer suspeita, e que a justiça jamais os alcançariam. Esqueceram-se da justiça divina que pode tardar, mas jamais falha.

- Realmente, Maria Rosa - a avó anotou -, vivem na Terra como se jamais fossem desencarnar, cometem toda sorte de crimes, contra o Estado, o patrimônio, as pessoas, e conseguem escapar ilesos. Mas, Deus, muitas vezes, já os começa a preparar a resgatar os males, através de doenças, peso na consciência, perda de capital, descoberta das falcatruas, visões terríveis do umbral durante os sonhos, perseguição dos inimigos. Isso é terrível para quem se achava acima de Deus.

Depois de nossas considerações a avó contou-me que dois Espíritos, seus afilhados, que participam da administração da cidade Recanto de Luz estiveram com ela no dia anterior e haviam solicitado auxílio num grave problema que estavam enfrentando. 

No dia anterior e nesta noite eu estive trabalhando em outros lugares com outros mensageiros e havia chegado à casa apenas pela manhã; então não estava inteirada dos fatos.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção." (Emmanuel)