Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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EXPLICAÇÃO – Luiz Marini

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Escrever as experiências que ocorrem na espiritualidade requer bom senso para que não se caia em terreno de difícil compreensão para quem ainda não está habituado com a vivência espiritual.

Não temos a intenção de mostrar um mundo maravilhoso e fantasioso e sim um mundo que visitamos todas as noites durante o sono do corpo e que haveremos de encontrar, definitivamente, com o desencarne.

Observando os grandes mestres do Espiritismo que narraram os acontecimentos que ocorrem com os Espíritos que vivem na turbulência do umbral, notamos que existem perseguições e atribulações de incontáveis tipos que exercem influência sobre os Espíritos que sofrem.

Os maus homens da Terra são os maus Espíritos depois do desencarne e quanto mais influência têm sobre os outros mais poder exercerão sobre a vontade dos que são apenas sofredores. Assim é que se formam verdadeiros exércitos de Espíritos que habitam cidades do umbral, onde continuam a cultuar seus vícios e a lutar contra os mensageiros do bem. Essas falanges do mal estão sempre prontas para atacar os postos de trabalho dos mensageiros do bem. É preciso considerar que os que trabalham pelo bem precisam defender suas posições em qualquer tempo e situação. A obra do Cristo precisa ser defendida para ter continuidade.

As organizações dos Espíritos consagrados ao mal são vastíssimas. A grande maioria se constitui de perversos e criminosos de todos os tipos. São entidades que podemos chamar de diabólicas.

André Luiz narra que, no umbral, os monstros, que fugiam à aproximação, escondendo-se no fundo sombrio da paisagem, eram indescritíveis e, obedecendo a determinações de Aniceto, não ensaiou qualquer informe nesse sentido, a fim de não criar imagens mentais de ordem inferior no espírito dos que, acaso, lessem suas humildes notícias.

“Nosso Lar”, segundo narrativa de André Luiz, é cercado por muros altos para evitar que os Espíritos inferiores invadam a cidade e causem perturbação ou destruição. Os Postos de Socorro que estão encravados no umbral também estão protegidos por grandes muralhas e canhões que disparam dardos carregados de energia para espantar os que querem ver os Postos destruídos.

Yvonne do Amaral Pereira narra, com muita propriedade e sabedoria, suas viagens astrais onde conhece as turbas de Espíritos inferiores que querem destruir tudo que esteja ligado ao bem.

Esta história que agora trago a lume, com a colaboração primordial de Maria Rosa, estava a algum tempo se delineando em minha memória, até que, num sonho, pude constatar a veracidade da mesma. A cidade, situada entre montanhas, já era de meu conhecimento há longo tempo. Desde então, a jovem guerreira da espiritualidade começou a narrar a saga dessa luta pelo domínio da cidade espiritual que está muito perto do umbral e que serve de escola para milhares de Espíritos que estão em recuperação.

Com certeza os amigos que se propõem a ler estas páginas pensarão que estamos inventando coisas para agradar quem gosta de histórias com sabor do inverossímil, mas o que podemos verificar no mundo espiritual quanto à violência dos Espíritos inferiores está muito longe do que descrevemos nesta história.

São dezenas de livros espíritas que comentam o assunto sobre as falanges do mal perseguindo, aprisionando e maltratando os Espíritos mais fracos que se tornam verdadeiros joguetes em suas mãos.

Se observarmos os livros “Os Mensageiros” e “Libertação” de André Luiz veremos que o autor espiritual diz que entre as entidades perversas e ignorantes, há cooperativas voltadas para o mal, sistemas econômicos de natureza feudalista, baixa exploração de certas forças da natureza, vaidades tirânicas, difusão de mentiras, escravização dos que se enfraquecem pela invigilância, doloroso cativeiro dos Espíritos falidos e imprevidentes, paixões talvez mais desordenadas que as da Terra, inquietações sentimentais, terríveis desequilíbrios da mente e angustiosos desvios do sentimento.

O autor relembra que grandes lutas desenrolam-se nesses planos e milhares de irmãos abnegados se votam à missão de ensinar e consolar os que sofrem. Em parte alguma escasseia o amparo divino.

Quando André Luiz foi ao umbral, deparou-se com um castelo soberbo. Observou que a construção tinha defesas e ele impressionou-se com as fortificações. Viu a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa. Observou o caminho da ronda, a cisterna, as seteiras e, em seguida, as paliçadas e barbacãs, refletindo na complexidade de todo aquele aparelhamento defensivo. E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra.

As balas não são de aço, mas projéteis elétricos que assustam terrivelmente e podem causar a impressão de morte. Os projéteis expulsam os inimigos do bem através de vibrações do medo.

Falando sobre entidades hostis relembramos o que André Luiz narra em seu livro “Libertação” que, de quando em quando, grupos hostis de enti¬dades espirituais em desequilíbrio os defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar suas presenças. Falavam em alta voz, em português degradado, mas inteligível, evidenciando, pelas gargalhadas, deploráveis, condições de ignorância.

E assevera que “Apresentavam-se em trajes bisonhos e conduziam apetrechos de lutar e ferir”.

No livro “Espíritos e Deuses” de Carlos A. Baccelli, Inácio Ferreira nos conta que um assalto estava sendo efetuado no centro da cidade por um jovem de aproximadademente 22, 23 anos, com uma arma em punho!... Marinho era um famoso assaltante do mundo espiritual. Ao ser preso, os repórteres indagaram se já havia matado alguém. Respondeu:

- Já feri... A culpa não foi minha, reagiram.

- Atirou? – indagou outro repórter.

- Atirei...

Doutor Inácio Ferreria diz então que “o corpo espiritual, como o corpo físico, é passivel sim, de ser ferido”.

Recordemos Chico Xavier que narrou o episódio do dia em que se encontrava no escritório da Fazenda Modelo, onde trabalhava, quando viu entrar na sala dois Espíritos de baixa condição. Um deles apontou um revólver para o Chico e atirou. O médium conseguiu se esquivar, mas a bala raspou em seu braço, que ficou por dias dolorido. Para os colegas de trabalho disse que havia tido um mau jeito no braço. Com certeza os amigos jamais entenderiam se contasse o que realmente havia acontecido.

Lembremos também do livro “Memórias de um Suicida” de Yvonne do Amaral Pereira onde o Espírito Camilo Castelo Branco, que se encontrava no vale dos suicidas, narra que, periodicamente, singular caravana visitava esse antro de sombras. Senhoras faziam parte dessa caravana. Precedia, porém, a coluna, “pequeno pelotão de lanceiros, qual batedor de caminhos, ao passo que vários outros milicianos da mesma arma rodeavam os visitadores, como tecendo um cordão de isolamento, o que esclarecia serem estes muito bem guardados contra quaisquer hostilidades que pudessem surgir do exterior”.

“Os lanceiros, ostentando escudo e lança, tinham tez bronzeada e trajavam-se com sobriedade, lembrando guerreiros egípcios da antiguidade”.

Cabe aos amigos estudar a fundo os livros de Chico Xavier, Yvonne do Amaral Pereira e outros médiuns para comprovar o que dizemos.

Essa nossa história retrata o que ocorre nas regiões fronteiriças, divisórias entre o umbral e as regiões de luz. André Luiz chama esses lugares limites entre as esferas inferiores e superiores de “campos de saída”.

 A providência divina aproveita as ocasiões propícias para chamar à responsabilidade milhares de Espíritos que demandam as regiões de sofrimento. A estrada de Damasco de cada um se reflete no dia “D” em que seu Espírito encontra ensejo para modificar seu caminho de trevas em senda de luz.

Maria Rosa é protagonista e narradora dessa história.

Maria Rosa é o Espírito da jovem guerreira que lutou e desencarnou na Guerra do Contestado, ocorrida na divisa do Paraná com Santa Catarina, nos idos dos anos 1912-1916, em que os colonos tiveram suas terras confiscadas pelo governo federal e vendidas a companhias estrangeiras. O que aquele povo valente fez foi defender a sua terra da grilagem e da ambição desvairada. Maria Rosa tornou-se a heroína da guerra, comandou mais de 6.000 mil homens, e é reverenciada como uma das grandes mulheres da história. Desencarnou numa batalha com apenas 16 anos.

Hoje, no mundo espiritual, apresenta-se como uma jovem de 16 anos, com cabelos negros, longos, encaracolados. Trabalha com seu exército de cavaleiros, retirando, do umbral e das trevas, os Espíritos que já estejam aptos a serem socorridos depois que seu tempo de resgate acabou.

Trabalha também nos mais diversos campos do conhecimento nas cidades espirituais junto a conceituados Espíritos.

Esse trabalho foi realizado a quatro mãos. De Maria Rosa inspirando e retratando os fatos e de nossa pessoa na captação e redação do texto. De resto, esperamos que os amigos se sintam livres para aceitar ou não os fatos narrados, mas que acima de tudo leiam com gosto e de espírito aberto para deleitar seu próprio Espírito com algo diferente e instrutivo.

Continuar... 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não se zangue por não poder tornar os outros como você desejaria que fossem, pois você não se pode tornar (completamente) o que gostaria de ser." (Tomas Kempis)