Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 28 – No bairro em nossa cidade

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A manhã clara anunciava um dia ensolarado e repleto de matizes coloridos. Nosso grupo de trabalho estava formado pela Senhora Maria, Maria Rosa, Luiz Dam, Luisinho e alguns cavaleiros de nosso refúgio.

Nesse bairro, localizado no lado noroeste de nossa cidade espiritual, permanecem alguns amigos espirituais que temos em conta como dos melhores colaboradores.

As casas desse bairro assemelham-se às moradias terrenas, com pinturas variadas e construções às mais diferentes, tendo telhados com vários caimentos.

As ruas são dispostas de forma que convirjam ao centro onde estão localizados o templo, o hospital, as escolas e as oficinas de trabalho.

O sol clareava o bairro enchendo de luz as casas e os Espíritos que andavam pelas ruas arborizadas.

Chegamos à praça onde as árvores davam um ar de bucolismo e nos inebriava o coração. As flores dispostas nos jardins forneciam o colorido que nos enchia a alma de prazer.

O lago, com cerca de dois mil metros quadrados, tinha em suas límpidas águas as mais variadas espécies de peixes. Uma cascata caía em uma de suas beiradas, sussurrando como um cântico de paz no silêncio que reinava no lugar.

Vindo da montanha, ao longe, o riacho serpenteava pelo campo, entrando no bairro, prosseguindo dentro do bosque e desaguando no lago. Depois do descanso no remanso de paz, a água segue pela pradaria até sumir no horizonte, para o lado sul.

Sentamos em dois bancos que estavam dispostos frente a frente e ficamos calados, ouvindo os passarinhos gorjeando sem cessar. Canários, pintassilgos e sabiás cantavam entoando seus hinos de amor aos céus.

Nosso silêncio era uma oração de paz que brotava de nossos corações e chegavam até Deus.

Lembrei de uma frase que sempre cultivamos em nosso Centro Espírita:

“Silêncio também é prece”.

Nesse momento, essa frase parodiava nossa alma em oração.

A natureza é Deus e está N´Ele em todos os pontos e em todos os momentos. Sentíamos o olor das flores sob o vento calmo que embalava nossos sonhos.

Conheci, neste momento, a alegria sem fim de perceber Deus em mim num constante doar e receber de fluidos repletos de amor.

Senti que estava na presença de Deus, visualizando sua face, sentindo seu pulsar, recebendo a recarga de energia que preciso para continuar minha jornada ao seu lado.

Em minutos, chegaram a Senhora Maria e Jorge Luís, acompanhado por Marilda e Andréia. Estavam muito bonitas, trajando vestidos longos, calçando sandálias com tiras de tecido entrelaçados.

Jorge Luís abraçou-nos e disse:

- Nossas irmãs estão preparadas para iniciar os estudos no Departamento de Regeneração. Depois serão funcionárias do hospital. Ao mesmo tempo cursarão medicina em nossa faculdade, preparando-se para atuarem como médicas em futura encarnação na Terra.

Nesse instante chegou Mari acompanhada por Bruno, Marcos e sua mãe Marisa. Fomos abraçados pelos recém-chegados e Marcos agradeceu-me a oportunidade que teve de participar da excursão no umbral.

A Senhora Maria sorriu e nos disse:

- Foi uma jornada difícil, mas proveitosa. O Dr. Bezerra nos manda um abraço e diz que está muito feliz em saber que os irmãos estão bem. Agora temos que preparar o caminho para novos tempos na vida de cada um. Marilda e Andréia serão médicas e Marcos e Bruno serão engenheiros na nova encarnação. Estarão unidos para cumprir missão junto à espiritualidade e serão sabedores do dever que levam consigo no auxílio às pessoas no mundo.

Ari, Joel e seus comandados não terão permissão de perturbá-los, pois não saberão onde se encontram. É de Deus a faculdade de tornar os agredidos invisíveis aos olhos dos agressores. Com o tempo eles também terão a oportunidade de se regenerarem para voltar à Terra em nova encarnação para se redimirem de seus pecados. Jesus haverá de nos ajudar para que possamos cumprir nossos deveres junto ao Seu Evangelho de luz.

A Senhora Maria abraçou-nos e despediu-se seguindo seu caminho entre o roseiral em flor.

Pedi aos amigos que nos déssemos as mãos para que pudéssemos fazer uma prece ao Mestre Jesus, à Mãe Santíssima e a Deus, nosso criador, em agradecimento por tudo que recebemos, pela proteção que tivemos e para que nos protejam em todos os momentos de nossas vidas.

A prece sentida saía de nossos corações formando uma estrada de luz que nos ligava ao infinito. Em resposta, um facho de luz azulada nos cobriu intensamente fazendo-nos chorar, por percebermos que Deus não nos esquece e que somos seus filhos em busca da redenção e da luz.

Fim...

Luiz Marini/Maria Daminélli Marini 17-11-2018.

 

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Para refletir

"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa." (Joana de Angelis)