Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 27 – Novo ataque

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Retornamos aos campos gerais onde nos unimos aos outros grupos de companheiros. Eles haviam resgatado muitos Espíritos nos lugares por onde andaram.

Ficamos felizes com o resultado da operação, mas algo me dizia que ainda não estava concluída a missão.

Ainda estávamos na região dos grandes campos e tínhamos dificuldades na locomoção, pois as estradas eram estreitas, tortuosas, repletas de declives e aclives, circundadas por grandes pedras e árvores secas, propiciando aos Espíritos malfeitores a oportunidade de atacar nossa caravana.

Seguimos em frente até chegarmos ao entorno de um grande campo que ficava entre os povoados de Ari e de Joel. Por certo, estavam preparando alguma cilada ao nosso grupo.

Maria Rosa chamou os outros comandantes e lhes disse:

- Temos que nos cuidar neste local, pois é provável que os grupos de Ari e Joel nos ataquem. Vamos posicionar os Espíritos resgatados, Andréia, Marcos, Marilda e as moças no centro de nossa coluna. Vamos dividir nossos cavaleiros em três grupos e proteger os flancos.

Os comandantes deram as ordens aos seus companheiros e logo se formou um círculo protetor em volta das moças e dos Espíritos resgatados. As colunas se posicionaram com os cavaleiros protegendo a frente, a retaguarda e os flancos.

Quando chegamos ao final do campo onde a estrada se estreitava, eis que surgem os bandoleiros no ataque derradeiro contra nosso grupo. Eram chefiados por Ari e Joel.

Vinham de todos os lugares, com armas as mais diversas, brandindo espadas para nos assustar e provocar a debandada de nossos companheiros.

Mas eles não nos conhecem e não sabem o potencial de nossos guerreiros. Maria Rosa e Luiz Dam ficaram à frente dos Espíritos que tínhamos que proteger.

Os outros comandantes esperaram o momento certo e, quando os atacantes estavam perto, lançaram seus cavalos em uma investida fenomenal.

Quando os agressores se deram conta estavam sendo perseguidos pelos cavaleiros imponentes, em um ataque avassalador. Fugiram sem esboçar reação e sumiram nos limites do campo.

Certificados que os agressores estavam dispersos, apertamos o passo e entramos na estrada de saída dos campos gerais. O grupo de cento e cinquenta companheiros estava nos esperando logo adiante.

Os Espíritos resgatados foram acomodados em carruagens, protegidas por nossos cavaleiros da luz.

Sem maiores entraves a caravana chegou aos lugares onde a luz principiava a clarear melhor o caminho.

A região mudava e o semblante dos Espíritos que estavam sendo auxiliados mudou completamente. Eles sentiam que os caminhos nevoentos desapareciam de vista e agora a alegria transparecia na verificação da transformação das regiões. Na mesma proporção em que mudava o aspecto da região, modificava-se o semblante dos Espíritos resgatados.

Até eu sentia alegria íntima que parecia aquecer meu coração, pois também constatava que estávamos entrando em uma região precursora dos campos divisórios.

Os cavalos apressaram o passo abrindo cancha na ânsia fremente de chegar. Os cavalos das carruagens sabiam que tinham um objetivo e que deviam puxar os carros com ímpeto e segurança.

Fiquei ao lado dos comandantes para sentir melhor o vento no rosto e a alegria de chegar. Sair das regiões nebulosas e alcançar o objetivo proposto causava em mim grande satisfação.

As regiões de luz estavam próximas. O luar clareava a estrada e os campos limítrofes apareciam ao longe. A pradaria se enchia de fulgores, mostrando as carruagens que trafegavam pela estrada enluarada.

A estrada alargou-se e visualizamos ao longe um Posto de Socorro nas cercanias dos campos. Estávamos chegando ao Posto e podíamos ver dezenas de amigos nos esperando na relva macia. Eram companheiros de trabalho de nossa cidade que ali se reuniram e estavam a postos para ajudar quando da chegada da caravana.

Os portões maciços e grandes foram abertos dando passagem a nossa caravana.

O dirigente do Posto aproximou-se e nos cumprimentou afetuosamente.

- Fico feliz em rever os irmãos – disse-nos alegremente. - Quando uma caravana igual a de vocês chega ao nosso Posto de Socorro é sinal de que muito serviço teremos à frente, mas ao mesmo tempo, novas luzes se acendem na espiritualidade, pois sabemos que muitos irmãos foram resgatados das forças inferiores.

- Irmão Alberto – eu lhe disse. - Nós é que nos sentimos felizes e gratos ao senhor e aos seus colaboradores por nos proporcionarem o atendimento a esses irmãos sofredores.

- Cada um tem sua missão e a nossa, certamente é mais fácil que a de vocês, pois enfrentar as adversidades no umbral é algo que precisa de muita coragem e força.

- Agradecemos ao senhor, irmão Alberto e pedimos que nos ajude a auxiliar esses irmãos necessitados. Jesus haverá de recompensá-los por esse trabalho.

Despedimo-nos dos Espíritos no Posto de Socorro. Seguimos estrada afora, com os guerreiros da luz até nosso Reduto onde pudemos conversar longamente sobre a jornada que acabáramos de cumprir.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos." (Francisco Cândido Xavier)