Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 26 – O povoado

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Retomamos a caminhada e, em quarenta minutos, alcançamos um povoado que não tinha mais que trinta casas. O pátio em frente às casas estava deserto. Marilda parou e nos disse:

- Os Samaritanos e os outros Espíritos estão neste lugarejo. Tenho alguém muito especial aqui. Minha avó está naquela casinha à beira do mato. Já estive aqui em outras oportunidades, mas não pude levá-la comigo, pois não encontrei forças para tanto. Por certo, aqui existem forças negativas que não me permitem levá-la comigo.

- Leve-nos até a casinha, Marilda – pediu Maria Rosa.

Quando chegamos ao rancho, vimos que a porta estava fechada. Luiz Dam forçou-a e entramos sem dificuldades. Lá dentro, sobre um catre imundo estava uma velhinha de cabelos brancos, tiritando de frio, enrolada em uma colcha de retalhos. Marilda aproximou-se:

- Avó Matilde! Estamos aqui para levá-la conosco.

- Quem é você que me chama pelo meu nome? – perguntou a velhinha.

- Sou sua neta, Marilda. Está na hora da senhora deixar esse lugar frio e pestilento.

- Minha neta Marilda! - É você que está aqui? – perguntou a avó.

- Sim! Sou eu, avó.

Nesse instante. Marilda sentiu-se desfalecer. As forças negativas do lugar forçavam-na a se encolher. Quando notamos o que ocorria, concentramos em Jesus e sentimos que o embate entre as forças negativas e as de luz se iniciava.

O ambiente era lúgubre e parecia empestar o ar com um cheiro nauseabundo. Eram as emissões negativas emitidas por Espíritos que habitavam o lugar e que tentavam nos expulsar.

Nossa concentração aumentou de intensidade e vimos uma luz tomar conta do lugar. O ambiente dentro e fora da casinha transformou-se. Luiz Dam pegou a velhinha no colo e a carregou para fora da casinha. O clarão irradiou por todo o povoado e vimos diversos Espíritos saindo de suas casas e vindo ao nosso encontro.

- Por Deus, quem são vocês? – perguntou um jovem que tinha o rosto macilento.

- Somos seus amigos e aqui estamos para tirá-los desse lugar – respondi.

- Será que já temos permissão de sair daqui? – tornou a perguntar.

- Sim! – Já é hora de libertá-los e quem desejar nos seguir, podem fazê-lo sem qualquer receio.

- Alguns Espíritos se aproximaram e nos cumprimentaram. Um deles nos disse:

- Somos Samaritanos e estamos aqui para ajudar a libertar os Espíritos das amarras destes lugares. Estamos presos neste lugarejo, pois somos confrontados pelas falanges inferiores e não temos forças para sair.

- Agora vocês poderão deixar este lugar sem qualquer empecilho. Sigam conosco – disse-lhe, confiante.

Diversos Espíritos se aproximaram enquanto outros ficaram escondidos em seus casebres. Os que estavam ao nosso lado apresentavam condições de deixar o lugar.

Fizemos um passe espiritual em cada um dos que se propuseram a nos acompanhar. Em seguida deixamos o lugar vagarosamente acompanhados por nossa comitiva.

Continuar...
 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Sábio é o homem que chega a ter consciência de sua ignorância." (Barão de Itararé)