Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 25 – Andréia e Marcos

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Enquanto nossos guerreiros se organizavam acomodando os diversos Espíritos em carruagens, resolvemos que seguiríamos até o local onde se encontravam os samaritanos e Espíritos que estavam trabalhando para libertar parentes que permaneciam na região.

Solicitamos a Marilda e Andréia que nos guiassem pelos carreiros que conduzem a um povoado nos limites do umbral com as regiões de trevas.

Seguimos em fila indiana tendo à frente Luiz Dam seguido por Maria Rosa, Bruno e Luisinho. Vinte de nossos cavaleiros nos acompanhavam.

Bruno tinha o rosto lívido, pois o medo se estampava em sua face demonstrando que ainda precisava de muitas andanças para adquirir forças suficientes para enfrentar as forças inferiores.

- Não tenha medo Bruno – falei enquanto tocava em seu braço – estamos aqui para trabalhar e não temos nada a temer.

- O problema é que sou inexperiente em viagens por essas regiões escuras.

- Foi por isso que o Dr. Bezerra permitiu que viesses conosco nesta excursão.

- Sei que enfrento problemas de adaptação, mas tenho certeza que estou bem protegido estando com vocês.

- Fique de olhos bem abertos e esteja atento a qualquer acontecimento que surja.

- O que é que pode nos acontecer?

Bruno nem bem terminou a frase e surgiu à nossa frente um grupo de Espíritos no primeiro descampado que avistamos. Eram mais de vinte Espíritos portando armas e nos encarando.

- Alto lá! – ordenou o chefe do bando, um homem carrancudo, vestido como caçador, com botas de cano alto e casaco de couro marrom com franjas nos ombros.

- Viemos em missão de paz – disse Maria Rosa.

- Missão de paz? – arguiu o chefe – Quem é que chega nessas regiões em missão de paz?

- Sabemos que muitos grupos de Espíritos perambulam por aí sem destino – respondeu nossa guerreira. - Nós não viemos aqui para incomodar quem quer que seja.

- Se vocês estão aqui e formam um grupo, com certeza, estão à procura de encrencas – afirmou o homem com certa arrogância.

Afirmo que estamos em missão de paz!

- Se vocês não conhecem nossas leis, vamos ensinar como as coisas funcionam por aqui.

O grupo cercou-nos e tomou posição de combate. O chefe e dois comparsas atacaram Luiz Dam e Maria Rosa que se defenderam rebatendo os golpes com suas espadas. Foi um alvoroço entre os atacantes que vieram ao nosso encalço.

Concentramos e vimos uma barreira de luz formar-se ao nosso redor. Luzes eram emitidas da barreira e isso os afugentava. Em minutos haviam desaparecido e o local ficou silencioso.

Observei que no final do descampado havia três estradas que davam acesso ao umbral mais grosso. Qual o caminho que teríamos que seguir? Perguntei a Marilda e ela não soube me dizer qual era a estrada certa. Disse-me que estava confusa devido aos acontecimentos, mas tinha a intuição de que fosse a da direita.

Nesse instante ouvimos alguém chamar por Andréia. Ela virou-se e sorriu. Correu e abraçou o recém-chegado. Era seu irmão Marcos.

- Graças a Deus você está bem, irmãozinho! – disse Andréia. - Finalmente nos encontramos.

- Estive sempre por perto para tentar resgatá-la, mas o Ari e seu bando nunca me permitiram chegar perto de você.

- Temos que encontrar o lugarejo onde estão os Samaritanos e outros Espíritos presos.

- Eu conheço o lugar. Temos que pegar a estrada da direita.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"O êxito de um bom dito depende mais do ouvido que o escuta do que da boca que o diz." (William Shakespeare)