Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 24 – Enfrentamento

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Ari e seus comparsas retornaram ao povoado, entrando em um casarão onde prenderam as moças. Joel seguiu a comitiva, pois pretendia ficar algumas horas com Ari. Nós os seguimos de longe e paramos em um alpendre de uma casinha esperando que retornassem ao bar.

Ari deixou alguns homens de guarda no casarão enquanto outros retornaram com ele ao bar. Quando passaram, olharam-nos com desprezo como se fôssemos seres inexistentes ou inúteis transeuntes.

Quando entraram no bar, seguimos pela rua e chegamos ao casarão. A porta e as janelas estavam abertas, pois os guardiões jamais esperariam que alguém se dispusesse a enfrentá-los para libertar Marilda, Andréia e as amigas.

Entramos! Marilda estava na sala principal, amarrada por uma corda em uma coluna. No lado oposto, estava Andréia que também estava amarrada. Pareciam estar distante em seus pensamentos. As amigas estavam soltas.

Quando os guardiões nos viram e se dispuseram a nos enfrentar receberam o impacto de uma força espiritual que os fez retroceder. Acuados em um canto foram amarrados por Luiz Dam e Maria Rosa.

- Marilda! Andréia! – Chamou Luiz Dam. -Acordem de seus pesadelos. Aqui estamos para ajudá-las.

Maria Rosa aproximou-se e cortou as cordas que as prendiam. Amparou-as e, com um passe, fez com que recobrassem os sentidos.

- O que fizeram comigo? – perguntou Marilda.

- Ari, Joel e seus asseclas a prenderam, mas agora, estamos aqui para levá-la conosco – respondeu Maria Rosa.

Marilda chorou compulsivamente enquanto abraçava Maria Rosa. Nesse choro, ela extravasava seus sentimentos de medo, angustia e ilusões.

- Marilda! Andréia! Vamos deixar essa região e iniciar nova vida em outro lugar – Eu lhes disse amorosamente.

- Tenho medo, muito medo. Ari não me deixará em paz – disse Andréia.

- Eu também tenho muito medo de Joel – complementou Marilda.

- Não tenham medo e confiem em nós, pois temos muitos amigos que nos ajudarão a deixar este lugar sem problemas.

- Confio em vocês – disse Marilda.

Nesse instante, a rua foi tomada por diversos bandoleiros que chegavam do bar. Ari e Joel estavam à frente deles.

- Larguem essas moças – disse Ari, com autoridade.

- Elas vão conosco para outro lugar – afirmou Maria Rosa.

- Vejam só meus amigos. Uma moça, um rapaz e uma senhora querendo nos dar ordens. Querem nos dar ordens em nosso povoado! Isso é inadmissível!

- Estamos em três, mas não nos referimos à quantidade, mas, sim, à qualidade. O melhor que vocês têm a fazer é nos deixar seguir em paz – disse Luiz Dam.

Nesse momento já eram mais de trinta os comandados de Ari e Joel que os acompanhavam. Estavam armados com espadas, punhais, bastões, chicotes e a intenção era não nos deixar sair dali. Com certeza, pensavam que poderiam nos surrar e prender, pois estávamos vibrando na mesma faixa espiritual, isto é, nossos corpos espirituais estavam na mesma dimensão. Isso poderia nos acarretar problemas e os chefes sabiam disso.

- Agora, não estamos mais querendo apenas prender novamente essas moças, mas em dar uma lição em vocês para que aprendam e não voltem mais aqui – afirmou Ari, como se fosse superior a tudo e a todos.

- Deixem-nos passar e não os molestaremos, pois vocês têm o direito de viver como bem entendem no lugar que lhes é propício – disse Luiz Dam.

Ari não estava a fim de conversa e fez um sinal aos companheiros para que se aproximassem e nos atacassem assim que ele desse a ordem.

As moças ficaram ao meu lado enquanto Luiz Dam e Maria Rosa prepararam-se para revidar ao ataque posicionando suas espadas que reluziam sobre suas cabeças. Os bandoleiros atacaram, mas foram repelidos por uma profusão de meneios e ataques com as espadas de nossos jovens. Como vieram, retrocederam ante a imponência da defesa. Prepararam-se novamente e fizeram menção de nos atacar.

Nesse instante, ouvimos o barulho de cascos de cavalos vindos do fim da rua. Logo surgiram dois grupos de nossos cavaleiros da luz, vindos de direções distintas.

Quando se deram conta, os asseclas de Ari estavam cercados e presos. Na confusão vi Ari e Joel sumindo entre o casario. O importante, nesse momento, era libertar as jovens e deixar o lugar.

Os chefes de nossos agrupamentos se aproximaram e conversaram rapidamente conosco, dando-nos a notícia de que diversos de nossos companheiros estavam espalhados pelo povoado e nos dariam a guarida necessária à retirada.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento." (André Luiz)