Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 23 – Joel

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Ari olhou para as jovens e lhes disse:

- Estamos com uma jovem que é fugitiva de outro povoado. Tenho uma surpresa para vocês. Quero apresentar meu amigo Joel, um companheiro que comigo segue em excursões à crosta.

Nesse instante, Joel surgiu no campo. Era o grande perseguidor de Marilda. A moça sentiu-se desfalecer ante a presença do ex-marido. Joel aproximou-se, abraçou Ari e lhe disse:

- Obrigado companheiro por prender essa fugitiva! Há muito tempo estou atrás dela e não consigo prendê-la. Ela foge igual a um rato que se esconde do gato.

Ari sentiu-se lisonjeado por ajudar o amigo. Sorriu e perguntou:

- Joel você poderia nos contar a sua história e o porquê de querer tanto essa mulher ao seu lado?

- Vou lhe contar: Quando encarnados, Marilda foi minha esposa. No início foi tudo às mil maravilhas. Com o tempo fui perdendo o interesse nela, pois desconfiei que ela tinha um amante e me senti no direito de também me arrumar uma amante. Ela não aceitou isso e certo dia em que discutimos, ela me baleou utilizando o meu revólver. Não a perdoei e a persegui durante dois anos até conseguir provocar um acidente em que ela morreu. Então fiquei em paz. Em seguida fui procurá-la para reatar nosso casamento, mas ela sempre fugiu de mim. Agora vou levá-la comigo para o nosso povoado para que seja submissa e saiba quem é que manda em quem.

- Você é quem tentou me matar com uma faca. O que fiz foi apenas me defender – gritou Marilda.

- Você está enganada Marilda. Você é uma assassina e deve pagar pelo que me fez.

- Prefiro mil vezes vagar por aí a viver sob o mesmo teto que você.

- Agora você está presa e não adianta choramingar. Vai voltar comigo e me obedecer.

- Você vai ter que me controlar a cada segundo, pois na primeira oportunidade eu fujo novamente.

- Se for preciso você será amarrada e não conseguirá fugir.

- Um dia você dormirá e eu fugirei para bem longe daqui.

- Você nunca conseguirá. Um dos meus homens estará sempre por perto.

Marilda calou-se, pois sabia que não adiantava discutir com o seu verdugo. O melhor era ficar quieta e deixar que o tempo oferecesse a oportunidade de fugir. Deus lhe permitiria que isso acontecesse, mais cedo ou mais tarde.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não se pode ensinar tudo a alguém. Pode-se, apenas, ajudá-lo a encontrar por si mesmo." (Galileu Galilei)