Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 22 – A fuga de Marilda e Andréia

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Na confusão que se avolumava, Andréia aproximou-se de Marilda e conversou com ela. Num átimo, as duas desapareceram do povoado. Não só elas, mas outras garotas que serviam no bar fugiram para lugar ignorado.

Nossos companheiros tinham ordens de deixar que as moças fugissem, pois, assim, nos levariam aos lugares onde precisávamos ir.

Os asseclas de Ari correram ao encalço das moças. Alguns permaneceram no bar para vigiar algumas moças que haviam permanecido no recinto.

Maria Rosa e Luiz Dam olharam firmemente para mim e fizeram um sinal com a mão mostrando que deveríamos seguir as fugitivas. Assenti, e segui com eles abrindo espaço entre a multidão que se aglomerava na praça.

Entramos por uma viela e andamos entre casas simples, cobertas de tabuinhas envelhecidas. Eram tão velhas e carcomidas pelo tempo que pareciam surgir de alguma região nebulosa de contos fantásticos e horripilantes.

Muitas poças de água suja moldavam a rua de terra escura. Caminhamos rapidamente e logo chegamos a uma esquina que mostrava o final do casario e a continuação da rua em uma curva longa em meio a um campo de gramíneas baixas.

Seguimos pela estrada e chegamos a um descampado ao sopé de uma montanha. Ouvimos muitos gritos de homens e de mulheres. Dezenas de Espíritos belicosos rodeavam Marilda, Andréia e suas amigas. Os mais corajosos tentavam se aproximar para prendê-las, mas eram rechaçados ante a fúria das garotas.

Num instante, surgiu Ari e colocou ordem na confusão.

- Fiquem calmos, meus amigos, que eu vou prendê-las – disse o chefe.

Os asseclas se acalmaram e Ari foi, com passos firmes, ao encontro das moças. Elas ficaram extáticas, sem ação. Seu poder mental era imenso e elas não esboçaram reação. Em minutos estavam amarradas. O chefe olhou para as moças e lhes disse:

- Se vocês pensam que somos bobos, estão muito enganadas. Andréia, você é minha preferida e tem que nos servir em nosso bar. Você é minha escrava! Não vou permitir que você me abandone.

- Eu estou aqui contra minha vontade – gritou a moça. - Você sabe que eu não quero ficar aqui. Quero reencontrar minha família e viver em paz.

- Fique calma Andréia, pois você sempre foi bem tratada em nosso bar. Você é nossa princesa e não podemos ficar sem sua presença.

- Vocês podem gostar de mim, mas eu não gosto de vocês!

- Não se deixe influenciar por pessoas estranhas ao nosso grupo. Volte comigo e seja feliz em nossa companhia.

Andréia calou-se, pois sabia que não tinha argumentos para se ver livre de Ari e de seu bando. Acalmou-se, pois tinha consciência que não adiantava brigar. Tinha que ceder e ficar calada enquanto a hora de sua libertação não chegasse.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa." (Joana de Angelis)