Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 21 – Conflito no bar

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O casarão erguia-se no fim da rua como baluarte imponente entre o casario baixo. Construído em dois andares tinha janelas de madeira encravada na parede de madeira comprida e envelhecida pela falta de pintura e pela ação do tempo.

A porta principal tinha o formato das portas dos antigos salões do velho oeste americano. Nossos companheiros espalharam-se pelos alpendres das casas enquanto Luiz Dam à frente, entrou no salão. Maria Rosa e eu o seguimos, incontinenti. Entramos e ficamos perto da porta do bar.

O ambiente fumacento, com pouca luminosidade, cheio de Espíritos beberrões e jogadores, era o local ideal para quem se acostumou, na Terra, a viver em bodegas e jogatinas.

Luiz Dam caminhou entre as mesas até chegar onde estava uma moça bonita servindo os frequentadores.

- Andréia! – disse-lhe Luiz Dam – Sirva esses homens desta mesa e depois vá até a porta do bar.

- Quem é você? – perguntou Andréia, com medo.

- Somos teus amigos e viemos para te libertar dessa situação.

Nesse instante, um dos jogadores, o chefe do povoado, sentiu-se ofendido por Andréia estar conversando com um desconhecido.

- Fique calmo Ari – aconselhou Andréia. - Estou conversando com um parente meu. Deixe-me terminar de servir sua bebida.

- Andréia! Você havia fugido e eu consegui encontrá-la. Sempre que consegue, você foge! Demorei a encontrá-la e não quero perdê-la novamente. Você está querendo fugir novamente?

- Eu estou aqui e só respondi a uma pergunta de meu parente – respondeu Andréia.

O homem ficou encolerizado, por não reconhecer em Luiz Dam um dos frequentadores do bar, um dos seus asseclas. Levantou-se e sacou de uma espada para agredir o desconhecido.

Foi levantar e cair no chão ao ser empurrado por nosso companheiro. A confusão generalizou-se. Os comparsas levantaram-se e começaram a fustigar Luiz Dam que se defendia. Retrocedendo chegou até chegar perto de nós.

Rapidamente saímos do bar e erguemos uma barreira espiritual na porta para que os celerados não nos importunassem. Eles chegaram à porta e não tiveram forças para transpassá-la.

Andréia desapareceu pela porta dos fundos do bar.

Quando os frequentadores do bar conseguiram sair por uma porta lateral, eis que a confusão tornou-se imensa. Os Espíritos que estavam nas casas haviam se aproximado e não sabiam o que tinham que fazer, que rumo tomar.

Os chefes davam ordens, mas os comandados se debatiam, correndo sem rumo.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando da condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos." (André Luiz)