Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

Capítulo 18 – De onde não se retorna

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

<<< Anterior...

Enquanto nossos cavaleiros atendiam os Espíritos necessitados dando conselhos, passes, fazendo curativos em feridas, consolando, instruindo, esclarecendo a situação de cada um, solicitei a Luiz Dam que nos contasse o que aconteceu desde a sua retirada pelos carreiros estreitos.

O jovem olhou-nos compassivamente e nos disse:

- Quando notei que a moça que estávamos procurando se encontrava escondida ao lado da estrada, procurei me aproximar dela. Nesse instante, seus verdugos a viram e ela correu, entrando em uma estrada secundária. Foi em frente com os perseguidores à retaguarda. Eu os segui, pois sabia que haveriam de prendê-la. Cerca de dois quilômetros à frente cheguei a um lugarejo com casinhas simples em frente a uma rua muito larga. A rua e as casas estavam desertas. À minha direita, uma casa maior, de dois andares, parecia ser o baluarte do casario, local onde os Espíritos, certamente, se reuniam para planejar os destinos do lugar. Andei pelos alpendres das casinhas procurando por alguém que pudesse me dar informações de onde se encontravam a moça e seus perseguidores. Por alguns minutos fiquei observando o lugar até que vi uma janela aberta em uma casinha ao lado da casa maior. Aproximei-me e vi um senhor de aproximadamente setenta anos que me olhava curiosamente. Cumprimentei-o e pedi se ele havia visto a moça e o grupo que a perseguia. Ele me respondeu que a viu entrando na estrada no fim do povoado.

- Para onde essa estrada leva? Perguntei ao homem.

- Vai a outro povoado na encosta da serra, de onde ninguém jamais retornou.

- Porque ninguém retorna daquele lugar? Perguntei.

- Ninguém sabe responder – disse-me ele.

Agradeci e segui em frente chegando até a estrada no final do povoado. Adentrei o caminho e pude ver que se tratava de um lugar muito estranho com muitas árvores secas e capim baixo à beira da estrada. Muitos gritos e lamentos se ouviam em toda parte. Eram Espíritos sofredores que lastimavam sua situação degradante. Não pude parar para observar melhor o ambiente. Eu tinha que seguir em frente e nada poderia me impedir. Foi o que fiz. Depois de dois quilômetros cheguei a um arrabalde onde poucas casinhas erguiam-se ao sopé de uma montanha. Em uma dessas casinhas alguns homens batiam à porta trancada pedindo à moça que saísse, pois eles a tratariam bem. Como ela não obedecia, eles começaram a dar pontapés na porta, para arrebentá-la. Logo a porta escancarou-se e dois homens fortes entraram na casinha de onde retornaram com a moça presa pelos braços.

- Larguem a moça! – Eu lhes disse com autoridade.

Quando me viram, vieram ao meu encontro com diversas armas à mão. Ao se aproximarem, brandi a espada sobre suas armas, jogando-as ao largo. Eles caíram no chão e ficaram paralisados.

Nesse instante um grupo de Espíritos belicosos chegou para auxiliar os dois amigos. Estavam fortemente armados e chegavam para dar fim ao confronto. Quando senti que carregavam o ódio contra mim e que poderiam prejudicar o trabalho de resgate de Marilda, concentrei em Jesus pedindo a proteção.

Imediatamente uma luz intensa brilhou no local. Em seguida uma explosão grandiosa ocorreu, perto de onde estavam os Espíritos, como resposta à súplica. Os agressores fugiram apavorados e eu agradeci ao Mestre pela resposta imediata. Com Marilda em segurança retornamos sem qualquer problema.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

kiko_e_malhado.jpg
Clique na imagem para acessar


Para refletir

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando da condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos." (André Luiz)