Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 17 – Guerreiro

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Nossa condição espiritual estava condizente com o ambiente. Sentíamos as forças negativas do lugar preponderantemente atuando sobre nossos corpos. Era assim que deveríamos seguir até encontrarmos os Espíritos que deveriam ser resgatados.

A estrada se estreitava e seguíamos em fila indiana, sempre de olhos atentos às condições do lugar e de possíveis emboscadas preparadas pelas forças do mal.

Nossos rastreadores seguiam à frente e nos avisavam se havia alguma coisa errada, dando-nos, por meio de assovios, as necessárias diretrizes a seguir.

Tudo ia bem até que um dos sinalizadores emitiu um assobio longo e agudo. Paramos a marcha e ficamos atentos à espera de um eventual ataque.

Pude ver, à direita, um vulto que se movimentava entre os arbustos, seguindo nossos passos e tentando passar despercebido aos nossos olhares.

Luiz Dam apeou do cavalo, esgueirou-se nas sombras e desapareceu no nevoeiro. Seguimos nossa marcha como se nada houvesse acontecido.

Encontramos diversos Espíritos em condições muito degradantes. Conversamos com eles e nos dispomos a auxiliá-los. Alguns de nossos cavaleiros prontamente se dispuseram a levá-los à retaguarda. Ficamos em um campo atendendo os necessitados até que Luiz Dam retornasse.

Uma hora depois eis que o companheiro regressa acompanhado por uma moça.

É uma jovem bonita, com cabelos longos, castanhos, encaracolados, e olhos negros como a noite. Trajava vestido longo, azul escuro e blusa branca de mangas curtas. Nos pés, sandálias desgastadas e já sem cor. Seu olhar era triste e seu sorriso arrebatador.

Observei que havia muita simpatia em uma pessoa que vivia no umbral! Deduzi que seu olhar e seu sorriso eram o que afetavam o seu perseguidor. Luiz Dam parou à minha frente e apresentou a moça:

- Quero apresentar Marilda, a moça procurada pelo grupo de Joel.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção." (Emmanuel)