Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 06 – História de Marilda

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- Estou ansioso para iniciar esse projeto – disse-nos o jovem –, mas, ao mesmo tempo, estou com um pouco de receio de ter que enfrentar o ex-marido de Marilda.

- Não tenha medo meu irmão – disse Maria Rosa. - Se Jesus permitiu que você nos procurasse é porque já é chegado o tempo de resgatá-la, e, não importa o quanto tenhamos que lutar, haveremos de conseguir esse intento.

- Receio que minha irmã esteja enfrentando problemas sérios, pois enquanto encarnada era perseguida por seu ex-marido que tudo fazia para incomodá-la. Eles viveram bem até o momento em que ele arrumou uma amante e passou a perseguir Marilda, dizendo que ela é quem tinha amantes. O caso terminou depois de muitas desavenças, certo dia, ele atacou-a com uma faca, mas acabou sendo morto por um tiro desferido por ela. Foi absolvida por ter sido constatada legítima defesa.

Dois anos depois, Marilda e eu estávamos viajando quando sofremos um acidente de carro e viemos a desencarnar. Foi um acidente tão estranho que acredito que o antigo esposo pode tê-lo provocado.

- Você sabe que as animosidades continuam depois da morte e os Espíritos inferiores perseguem os encarnados sem trégua.

- Penso que foi isso que aconteceu com minha irmã. Foi perseguida incessantemente até que sofremos o acidente. Com o desencarne, Marilda foi puxada psiquicamente para a região onde se encontra Joel. Eu pude ficar com meus pais. Ficamos separados desde nosso desencarne.

- Não vamos pensar nisso agora! O melhor é começarmos a trabalhar para ajustarmos essas histórias e alcançarmos o objetivo de livrá-la das garras do ex-marido.

Eu estava em sintonia psíquica com Marilda e podia ver que era uma jovem muito bonita, mas via em seu olhar o cansaço de quem vivia fugindo de seu algoz e de seus comandados.

A região onde se encontravam era de fluidos muito densos, escuros e não se podia vislumbrar corretamente a localização. Pude ver algumas casinhas simples, velhas, em uma rua de terra. Alguns homens mal encarados passaram ao lado e caçoaram dela. Marilda gritou com eles, exigindo que se afastassem. Fizeram menção de se retirar, mas retornaram e a subjugaram, carregando-a até um bar nas proximidades. Abriram a porta e a empurraram para dentro. Ela gritava desesperada, mas seus gritos se confundiam e desapareciam no alvoroço de vozes dos frequentadores do local. Quando os homens se descuidaram, Marilda conseguiu fugir.

O que podemos fazer em um caso igual a esse? Temos que nos reunir para observar o melhor caminho a tomar e como fazer para que a libertação da moça ocorra. Maria Rosa, nossa guerreira, estará ao nosso lado nessa jornada que, certamente, contará com Luiz Dam e outros companheiros. Para consolar o jovem, olhei firmemente para ele e lhe disse:

- Quando nos procuram para esse tipo de missão é porque já é tempo de encontrar os Espíritos que devem ser resgatados, por isso, podem confiar que estaremos, a partir desse momento, concentrando nossos esforços para encontrá-los onde estiverem. Com certeza, haveremos de encontrar resistência das forças inferiores, mas prometemos lutar com todas as nossas forças para trazê-los de volta.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

“A verdadeira paz não é a ausência de guerra, mas a presença de Deus.” (Gereformeerd Weekblad)