Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 05 – O jovem Bruno

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Logo depois que Marisa nos deixou eis que chega Luisinho, acompanhado por um jovem. O menino nos disse que o moço se chamava Bruno e que estava ali a pedido da Senhora Maria.

O jovem foi instado a falar sobre o que o preocupava.

- Agradeço as senhoras por me receberem em sua casa. Meu nome é Bruno e tenho uma irmã, Marilda, que está no umbral. Nós desencarnamos há mais de trinta anos e ela perdeu-se no umbral, onde está sendo perseguida por um algoz.

Pude ver espiritualmente a moça a quem o irmão se referia. Jovem, muito bonita, cabelos castanhos encaracolados, compridos até a cintura, olhos castanhos, sorriso encantador. Está no umbral nas imediações de um povoado onde o seu algoz é o dirigente. Ela percorre a região sem ter paz, dorme em cavernas e está sempre em alerta, pois é procurada incessantemente pela legião do dirigente. Aparenta ter trinta anos, mas, nesse instante está com os cabelos desgrenhados, olhos de louca, tez enrugada, típica de alguém que anda ao léu, sem destino e sem rumo pelo umbral.

- Meus pais desencarnaram há mais de quarenta anos. Viviam em uma cidade espiritual perto das regiões limítrofes e há dez anos reencarnaram com o propósito de se casarem novamente para formar nova família. Esperam por mim e por minha irmã para que possamos reencarnar como seus filhos para cumprirmos juntos uma bela missão na prática da caridade com os mais humildes.

- Bruno! – Maria Rosa lhe disse. - Vejo que você está em condições de reencarnar e cumprir com o planejado, mas a sua irmã está em dificuldades no umbral e isso requer tempo até que seja resgatada e possa se preparar para o reencarne.

- Por isso, é que a Senhora Maria permitiu-me conversar com vocês para que nos auxiliem e possam buscar Marilda nas regiões inferiores.

Luisinho olhou-nos com seu jeito meigo e nos disse:

- Avó Maria! Maria Rosa! Minhas queridas! Tenho um pedido interessante da parte da Senhora Maria: Ela nos solicitou para que esse jovem nos acompanhe nessa jornada de resgate. Ele pediu à Senhora Maria a permissão para tal e ela nos disse que isso servirá de aprendizado para a missão que cumprirá na Terra junto à mediunidade com o Espiritismo.

- Fico feliz em saber disso, menino – disse Maria Rosa enquanto afagava os cabelos de Luisinho. - Com certeza, teremos muito que fazer na espiritualidade inferior e isso servirá de aprendizagem ao Bruno.

- Tenho um pouco de medo, pois nunca participei de uma jornada dessa natureza – comentou o jovem. - Não sei o que encontraremos por lá.

- Os lugares do umbral por onde passaremos são cheios de perigos e os Espíritos inferiores estarão nos esperando com armas e muita belicosidade – afirmei. - Mas a confiança em Jesus deve estar à nossa frente em todas as oportunidades. Se os Espíritos dessas regiões são violentos, nós temos nossas defesas e não recuamos frente às adversidades.

- Já estou a algum tempo em uma cidade espiritual onde desempenho funções junto ao hospital. Reconheço que sou completamente leigo nesse assunto de umbral e da lida com os Espíritos inferiores – comentou Bruno. - Espero não ser um fardo para o grupo de trabalho das senhoras.

- Não tenha receio meu irmão – eu disse tentando incentivá-lo a crer em nossas forças e na proteção divina que sempre nos guia nessas jornadas. - Estaremos sempre ao seu lado, protegendo-o em qualquer situação.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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