Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Capítulo 02 – Conversa entre amigos

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 A noite cobriu com seu manto nossa cidade no mundo espiritual, enquanto as estelas cintilavam no céu, acompanhadas pela lua cheia. O brilho do luar iluminava a urbe mostrando os prédios ao longe e as casas nos bairros adjacentes. A calmaria reinava em nossa cidade, no momento em que seus habitantes procuravam o conforto de suas casas para o reencontro com familiares, o descanso, a meditação e a prece como baluartes da vida.

Aqui aprendemos que a vida não é feita só de trabalho. Temos os momentos de lazer, descanso, encontros fraternos, passeios, meditação com o eu interior para entendermos o porquê da vida que temos.

Nossa cidade espiritual, que chamamos Refúgio Celeste, está situada acima dos campos limítrofes que separam o umbral das regiões de luz. Situa-se sobre a região Sul do Brasil e está longe do alcance dos Espíritos que vivem no umbral. É uma cidade com aproximadamente duzentos mil habitantes e dentre os dirigentes principais estão o médico Jorge Luís e a benfeitora Senhora Maria que são nossos amigos incondicionais. Eles também trabalham em outras cidades espirituais.

A administração central está localizada em um prédio cercado por grandes praças com jardins e bosques, no centro da cidade. Em outros locais estão distribuídos os departamentos de urbanização, reencarnação, logística, comunicações, relações diplomáticas, desenvolvimento profissional e espiritual, autoconhecimento.

Nossa casa, encravada no promontório é um baluarte do bem, edificada na entrada norte da cidade, ao lado de estradas que levam às regiões dos grandes vales e montanhas. Contornando para o oeste seguindo para o sul, as estradas levam às regiões remotas onde se encontram os campos limítrofes.

Nossa cidade está distante das regiões umbralinas, por isso, os Espíritos belicosos não conseguem nos perturbar. Eles chegam até as regiões limítrofes que separam o umbral das regiões de luz, mas não conseguem incursionar além dessas paragens.

Dois dias depois da excursão ao umbral, estávamos conversando animadamente com Maria Rosa e Luisinho. O menino olhou-me demoradamente e disse:

- Avó Maria! Maria Rosa falou-me da excursão no umbral e o trabalho com os guerreiros da luz para libertar o jovem que estava sendo judiado pelos Espíritos belicosos.

- Luisinho! Essa história está apenas começando! A mãe do jovem solicitou nossa ajuda urgente para auxiliá-lo naquele momento crítico. Em breves dias retornaremos àquela região sombria para darmos prosseguimento ao trabalho de libertação de Espíritos.

- Com certeza, será um trabalho difícil, pois no umbral pululam os Espíritos bandoleiros que tudo fazem para que não sejam libertos os que estão sob suas garras.

- O trabalho sempre é difícil nas regiões nebulosas, mas quem tem Jesus como protetor jamais se perturba e vai em frente.

- Esse é o nosso caso!

- Com certeza! Depois de muitos séculos de luta conseguimos alcançar um bom lugar, de onde podemos exercer nossas atividades sem problemas.

- Com a proteção do Senhor!

- Com a proteção do Senhor em qualquer hora e lugar.

- Temos em frente a vida eterna e poucos são os que compreendem isso. Vivem como se não houvesse nada mais na vida a não ser o “aproveitar a vida”.

Luisinho sorriu e Maria Rosa olhou-me com seus belos olhos como se quisesse dizer que somos felizes por estarmos juntos em um mesmo lugar com uma mesma missão.

- Avó Maria! – Perguntou-me a jovem guerreira. – Quantas vidas? Quantas encarnações já tivemos? Quem consegue compreender essa questão entende o porquê da vida e da luta incessante para alcançar a felicidade que reina nos lugares luminosos do mundo.

Abracei a jovem e lhe disse:

- O tema principal, quando nos referimos à vida eterna, que é o objeto de todos nós e que muitos encarnados ainda teimam em não aceitar, é o caminho que nos leva a Deus, é a senda que nos incentiva a esclarecer os homens em todos os lugares e em todos os tempos.

Continuar...

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude." (Henry Wadsworth Longfellow)