Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Histórico da casa

A partir do ano de 1962 a senhora Maria Daminelli Marini, que era legionária da Legião de Maria, da igreja Católica, em Pato Branco, começou a se sentir mal, com problemas de saúde e os médicos não conseguiam descobrir as causas de seus males. Ela sentava à porta da casa e chorava sem saber por quê. Algumas pessoas indicaram o Centro Espírita como solução para a cura de seus males. E a dona Maria foi em busca de socorro. Dois meses depois de começar a frequentar o Centro Espírita Luz e Caridade, de Pato Branco, já estava atendendo as pessoas que a procuravam com muita sobriedade. 

Com medo de enfrentar o fogo do inferno, pois era católica, foi conversar com o Frei Sérgio e Frei policarpo que lhe disseram que a sua missão agora era no Centro Espírita e não mais na igreja. Esses dois freis foram honestos e caridosos com a dona Maria não escondendo dela o verdadeiro sentido de sua missão. Desde então o seu trabalho foi desenvolver atividades junto a Casa Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, que junto com um trabalhador da Doutrina, irmão Delfino, foi constituída em terreno de propriedade da família Marini. 

O Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes foi constituído em 1965 e legalizado em 1.972. Sempre atendeu centenas de pessoas com problemas de toda sorte. Nunca cobrou por trabalhos seguindo a máxima do “Daí de graça o que de graça recebeste”. 

Em todos os anos de atividades sempre primou pelo ensino da Doutrina Espírita, seguindo os postulados de Allan Kardec, Chico Xavier, Yvonne Pereira, Bezerra de Menezes, Leon Denis e outros. 

Atualmente atende mais de cento e cinquenta pessoas por semana, que vêm de toda a região, e mais de sessenta médiuns que frequentam regularmente a Casa.

 

BIOGRAFIA DE MARIA DAMINELLI MARINI

 

Foto: Maria Daminelli Marini    

 Nasceu em Nova Veneza, município de Criciúma – SC em 27 -12- 1923. Casou-se bem jovem e na década de 1940 junto com parentes seguiu para Porto Santana, à beira do Rio Iguaçu. Comprou cinco alqueires de terra e teve que pagar duas vezes pelas mesmas e mesmo assim foi expulsa do lugar. Chegou em Pato Branco, onde residiu no interior durante alguns anos, tendo por fim se radicado perto de onde hoje está localizada a rodoviária municipal. 

A família de dona Maria foi morar na rua Itabira, em seguida na rua Jaciretã  e por fim, na Rua Tupinambá, Bairro Bancários, onde residiu até o seu desencarne no dia 21 de maio de 2003. 

Depois de passar um período muito difícil com doenças e problemas na família foi convidada a participar de trabalhos num Centro Espírita como solução para o seu caso. Em pouco tempo, já estava trabalhando com naturalidade, pois a mediunidade aflorou e foi educada rapidamente. Depois de um período de dois anos no Centro Espírita Luz e Caridade, o Dr. Bezerra pediu que se desligasse do Centro e fundasse uma nova Casa Espírita, o que ela fez com presteza. Junto com o irmão Delfino e outros amigos, fundou o Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, que tem esse nome como uma homenagem ao espírito guia do irmão Delfino e da dona Maria: o Dr. Bezerra. 

A dona Maria como ficou conhecida em toda a região, sempre trabalhou no Centro Espírita com muita dedicação e denodo. Sempre atendeu a quem a procurou com humildade e simplicidade que foram a sua característica principal. 

A história da dona Maria se confunde com a história do Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, pois sempre andaram juntos na trajetória rumo a Jesus. 

Ficou famosa pelo trabalho desenvolvido junto ao Centro, pois sempre atendeu quem a procurasse. Tinha muitos dons mediúnicos desde a clarividência, clariaudiência, mediunidade de cura, premonição, fazia viagens astrais, conhecia muito do mundo espiritual, de reencarnações de pessoas, por isso, era muito admirada pelos que a conheciam. 

Fez do Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, a sua casa, o seu refúgio, o seu trabalho. Sempre demonstrou alegria em trabalhar com a espiritualidade e isso vinha do seu coração amoroso. Cada um que a procurava era atendido como se fosse um filho querido, um irmão de caminhada. O trabalho com Jesus foi o seu norte, a sua grande direção. Seu amor por Jesus era tão grande que fez do Mestre a sua figura principal em todos os momentos, sendo assim uma de suas divulgadoras maiores que conhecemos. 

Trabalhava espiritualmente com o Dr. Bezerra, e com muitos médicos de sua falange. Sempre caminhou com os espíritos de luz e tudo fez por eles. 

Depois de seu desencarne em 2003, passou a trabalhar na falange do Dr. Bezerra atuando em muitas frentes de trabalho, diretamente ligadas com o Centro Espírita. Está sempre presente nos trabalhos espirituais desenvolvidos pela Casa espírita, comunicando-se seguidamente. 

O desencarne da dona Maria foi simplesmente a mudança de endereço de trabalho: se antes trabalhava no mundo material, agora desenvolve atividades no mundo dos espíritos. A messe é grande e o seu trabalho é magnífico. O seu amor para com as pessoas continua o mesmo e as suas atividades são desenvolvidas com muita qualidade, simplicidade e alegria. 

A dona Maria é exemplo vivo daquela música que diz "eu sei que não vou morrer, porque de mim vai ficar, o mundo que eu construí o meu Rio Grande, meu lar". Ela nunca morreu por que está sempre presente nos trabalhos e construiu uma imagem de amor que emociona quem a ouve. Está viva e trabalhando junto a Casa Espírita, com o mesmo amor e dedicação que sempre teve desde quando encarnada. Evoluiu muito na espiritualidade e está sempre presente aconselhando, educando, ensinando os que têm boa vontade.

 

Maria Daminelli Marini
Foto: Maria Daminelli Marini

 

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes." (Gilbert Keith Chesterton)