Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Páscoa há 2000 anos

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Naquele tempo, em Jerusalém, comemorava-se a festa da Páscoa, que era a recordação da saída dos israelitas das terras do Egito.

Todos os anos, José e Maria seguiam de Nazaré até Jerusalém para a comemoração da festa que tinha importância ímpar para o povo de Israel. 

 Quando Jesus tinha doze anos, seguiu com seus pais e parentes até Jerusalém. A distância era grande, de aproximadamente 140 km, e a caminhada durava aproximadamente três dias.

Comemoraram os festejos junto ao povo e, ao término, José, Maria e os parentes puseram-se a caminho de volta à Nazaré.

Depois de um dia de caminhada, José e Maria procuraram por Jesus, entre os parentes e conhecidos. Não o encontraram. Aflitos, regressaram a Jerusalém e O localizaram no Templo, assentado entre os Doutores da Lei, ouvindo-os e interrogando-os.

Jesus era admirado pelos Doutores devido ao conhecimento de Deus, das Leis e dos Profetas. Discorria sobre esse assunto com grande fluência. Todos os que O ouviam admiravam a Sua inteligência.

Um menino de doze anos debatendo com os Doutores da Lei na antiga Jerusalém era algo inusitado e digno de admiração.

Era o divino emissário de Deus que dava lições aos que O ouviam no Templo, sabedoria universal confrontando a ignorância de todos os tempos.

Em Jesus aflorava a magnificência de Seu Espírito incomparável que dentro de poucos anos haveria de propagar a verdade divina entre os homens.

Um menino, uma luz inconfundível a clarear as trevas da humanidade que ainda vivia enclausurada em sua pequenez.

Um menino que abria Seu coração para que os homens compreendessem o destino de luz que Deus lhes reservava pelos dias futuros, quando se propusessem a seguir o Evangelho de paz, de amor e de luz.

Um menino que olhava o Templo como a casa de Deus na terra e que se propunha a esclarecer a todos sobre a bondade infinita do Pai.

Um menino que se desapegava de seus pais e parentes para elucidar as dúvidas daqueles corações que ainda não haviam aprendido a amar verdadeiramente.

Quando Maria, Sua mãe, viu que estava entre os Doutores da Lei, maravilhada, perguntou:

- Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos.

Jesus lhes disse:

- Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

Jesus, então, seguiu com seus pais para Nazaré.

Passados dois mil anos, os ensinos de Jesus entre os Doutores da Lei ainda ecoam nos ouvidos daqueles que se propõe a ouvi-Lo com a humildade e amor que caracterizam os que O amam verdadeiramente em todos os momentos de suas vidas.

 

Luiz Marini – 27-03-2018

 

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