Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Da louvação à morte

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Jesus sempre que visitava Jerusalém, alguns dias antes, ficava em Betânia, na companhia de Marta, Maria e Lázaro, os irmãos que Lhe dedicavam amor incondicional.

Betânia ficava há aproximadamente cinco quilômetros da cidade santa e era um burgo simples onde os habitantes viviam de forma tranquila o seu dia a dia. Perto de Jerusalém, mas distante de suas intrigas e maledicências, Betânia era o refúgio ideal para Jesus e seus discípulos recuperarem as forças.

Enquanto descansavam, preparavam-se para as batalhas que sempre enfrentavam quando visitavam Jerusalém e encontravam-se com fariseus, escribas e sacerdotes que procuravam pretextos para matar o Mestre Nazareno.

Depois de descansarem durante alguns dias, despediram-se dos irmãos e seguiram pela estrada que cortava os vales até a cidade santa. O cortejo seguia a pé e quando se encontrava em Betfagé, perto do Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos até uma aldeia em frente, onde, disse-lhes, encontrariam uma jumenta e seu filhote e a trouxessem até ele.

Os discípulos foram até a aldeia e fizeram como Jesus lhes ordenou.

Trouxeram a jumenta e o jumentinho e sobre eles dispuseram vestes e fizeram Jesus se assentar sobre ela. Entrou em Jerusalém e o povo estendia vestes e ramos de árvores pelo caminho. A multidão que seguia adiante clamava:

- “Hosana ao Filho de Davi, bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!”

Toda a cidade se alvoroçou, perguntando quem era aquele a quem clamavam, e a multidão dizia que era Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.

Jesus era ovacionado pela multidão e Sua entrada triunfal em Jerusalém demonstrava a Sua grandeza espiritual confrontando com a rigidez dos corações empedernidos dos homens que tentavam de toda sorte matá-Lo.

Mas a humanidade é assim mesmo em todos os tempos! Num dia glorificam Jesus e alguns dias depois O crucificam. Foi exatamente isso o que fizeram com Jesus.

Na sexta-feira seguinte à aclamação, muitos dos que O aplaudiram, estavam nas ruas, acompanhando-O na via crucis, o trajeto que Jesus seguiu carregando a cruz, desde o Pretório até o Calvário.

Na hora derradeira, quando da crucificação, à exceção de João Evangelista, todos os Seus discípulos O abandonaram. Corajosas foram Maria, Sua mãe, Maria de Cleófas, Maria Madalena e alguns amigos que não O largaram na hora derradeira.

Dois mil anos depois vemos que muitos homens que glorificam Jesus, depois de alguns dias O rejeitam pelas oferendas do mundo e O esquecem definitivamente quando são carregados pela voragem dos pecados.

Até quando a humanidade glorificará Jesus num dia e O esquecerá no outro? Até quando o homem viverá apenas para o “agora” sem pensar no futuro espiritual que o espera? Até quando a materialidade haverá de sufocar a espiritualidade? Até quando a maldade suplantará a bondade? Até quando a humanidade sofrerá por esquecer-se de Jesus e buscar apenas o que lhe interessa? Até quando o homem viverá apenas pensando em si esquecendo-se de Deus? Até quando o homem viverá apenas pensando nesta vida material que acaba com a morte esquecendo-se que a vida espiritual continua depois? Até quando o homem viverá pensando apenas em si esquecendo-se que faz parte de um conceito universal e eterno?

Jesus, por certo, em Sua bondade infinita, espera pacientemente pelo homem que O esqueceu, lembrando que nenhuma ovelha que o Pai Lhe concedeu será perdida.

O tempo para o retorno ao redil de Jesus depende apenas da boa vontade de cada um.


Luiz Marini 14-04-2017

 

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Para refletir

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando da condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos." (André Luiz)