Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Acidente aéreo em Medellín

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Noite procelosa

Nuvens espessas

Raios riscando o céu

O avião ao léu

Agonia e tribulação

Angustia no coração 

Sonhos que se desfazem

Na noite, na solidão.

Noite procelosa

Prenunciando a dor

Chuva torrencial

Raios em esplendor.

Escuridão mortal

Aeronave em desalinho

Precipitando no vácuo

Ave caindo do ninho.

Sem rumo, sem esperança

Sem qualquer norte

A agonia de ver a pista

Para o pouso com sorte.

A angústia e o lamento

O pulsar mais forte

O desespero sem igual

Ao encontro da morte. 

O voo e o erro calculado

O elo arrebentado

A queda no morro

E o avião sinistrado.

A pista tão perto

A fuga da esperança

A destruição da luta

Dos sonhos de bonança.

A queda, a dor, a morte,

A luz que se esvaece

Os corpos que caem

A luz que do céu desce.

A luta está perdida

Os sonhos viajam ao léu

Choram as almas

Quando alçam ao céu.

Morte-destino?

Cada um com sua cruz!

Almas em conforto 

No regaço de Jesus.

A escuridão se dissipa

E um clarão no infinito 

Surge como um sol

Em um caminho bonito.

Na dimensão do amor

De luzes e claridades

Eles são recebidos

Por belas entidades.

Um lampejo no céu

Um clarão reluz

As almas se elevam

Cada um com sua cruz,

Encontrando consolo

Nos braços de Jesus.

Descobrem resignação

Paz e abrigo

Num regaço meigo

Em um ombro amigo.

Seguem pelo caminho 

Às regiões de luz

Segurando a mão

Terna do amigo Jesus.

Vão à eternidade onde

Seus sonhos se realizam

Encontram o amor de Deus

E a paz que tanto precisam.


Luiz Marini, 02 de dezembro de 2016.

 

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Para refletir

"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos." (Francisco Cândido Xavier)