Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 60: O novo forte

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CAPÍTULO 60
 
 
 
O novo forte             

 
                                      Depois de um mês, um grupo de trabalho
                                  reconstrói o portão do forte dando-lhe
                                um novo formato e um novo objetivo.


 
               Quando as portas da cadeia se abriram mais de cinquenta prisioneiros deixaram o local insalubre, saindo depois de muitos anos, para o pátio do forte que ensejava a liberdade.
               Os prisioneiros estavam com os cabelos e barbas compridas, as roupas rasgadas, a pele enrugada, os olhos esbugalhados e o moral no nível mais baixo possível. Quando viram nossos cavaleiros abraçaram-se a eles com sofreguidão externando agradecimentos pela liberdade conquistada.
               Os cavaleiros começaram a ajudar os libertos levando-os até a extremidade do pátio onde um grupo de socorristas estava esperando para prestar os primeiros socorros. Depois foram improvisadas acomodações no longo alpendre para que os Espíritos pudessem descansar.
               Altair e seus companheiros foram levados até um Posto de Socorro nas proximidades onde começariam o trabalho de renovação de suas vidas, iniciando pela desintoxicação dos fluidos negativos de que eram portadores e, em seguida, a consulta com psicólogos para inibir tendências negativas e sobressair possibilidades positivas.
               Eram três frentes de trabalho que enfrentávamos: a dos seguidores de Altair, dos prisioneiros e a dos moradores das tendas. Os socorristas e cavaleiros se desdobravam em serviços para que todos pudessem ser atendidos no mais curto espaço de tempo possível.
               Duas horas depois estávamos no forte apenas com os cavaleiros, pois os prisioneiros foram transportados por carruagens até a cidade espiritual de Campos da Paz, os jagunços haviam sido levados para um Posto de Socorro e os moradores das tendas haviam sido conduzidos a outro Posto de Socorro, onde receberiam o tratamento necessário. Era importante separar os grupos para que a discórdia não voltasse a incomodar seus corações.
               Nossos cavaleiros retornaram ao Reduto e nós outros regressamos à nossa casa para continuarmos a exercer nossas atividades em outras frentes de trabalho.
 
*
 
               Um mês depois retornamos ao forte e encontramos dezenas de trabalhadores restaurando-o em todas as acomodações. O portão havia sido reconstruído e sobre ele foi colocada uma placa com a inscrição: “Posto de atendimento Maria de Nazaré” como uma homenagem à Mãe Santíssima.
               As grades das prisões foram derrubadas e em seu lugar foram erguidas paredes e construídos quartos para acomodar doentes, numa enfermaria muito grande.
               O pátio foi dividido em dois, ficando a parte da frente livre para movimentações e na parte de trás construiu-se um amplo jardim ladeado pelo prédio da administração, um templo, uma escola e oficinas de trabalho.
               O aspecto do forte modificou-se sobremaneira e no interior podiam-se visualizar as arrumações realizadas. Tudo estava bem organizado, com os edifícios pintados e os móveis bem arrumados. Os Espíritos designados pelo Dr. Bezerra para administrar e cuidar das atividades do Posto já estavam se preparando para iniciar o trabalho.
               A pintura azul claro e branco manifestava a respeitabilidade e honra à Mãe Santíssima como dirigente espiritual da nova casa de trabalhos espirituais.
               Na parte externa o amplo gramado em frente ao Posto estava limpo e, circulando o complexo, numa distância de quinhentos metros do forte, foi erguida uma cerca de arame, com a altura de cinco metros, com fios eletrificados para a devida proteção contra a tentativa de invasão de Espíritos malfeitores. Devemos compreender que as hordas selvagens que habitam o umbral fazem questão de perturbar os moradores dos Postos de Socorro e, se possível, destruir suas instalações.
               A maldade que impera no umbral e nas trevas não é mera criação mental de quem deseja amedrontar os encarnados com suas descrições, mas a dura realidade que povoa essas regiões inferiores.
               Muitos afirmarão que o trabalho dos mentores espirituais no socorro aos Espíritos sofredores é desnecessário porque Jesus, em Seu poder infinito, pode libertá-los quando bem desejar. O Espírito deve ser reconduzido à estrada do bem por seu próprio esforço, e, às vezes, com o auxílio de entidades benfeitoras.
               Se Jesus fizesse o serviço de transformação que deve ocorrer pelo próprio esforço do Espírito já não existiriam mais umbral e trevas, pois Jesus tem bondade infinita e teria feito isso logo depois de Seu retorno ao mundo espiritual.
               E a pergunta fica: Os maus homens que vieram depois de Jesus, quando do desencarne, para onde iriam? Deus teria que construir outros umbral e trevas para acomodá-los.
               Sabemos que as regiões inferiores que circundam a Terra foram criadas pelos pensamentos e ações inferiores dos homens, e, sendo um reflexo das emanações fluídicas pesadas da humanidade, com a melhoria dos pensamentos e ações essas regiões escuras desaparecerão.
               Por isso compreendemos o porquê de ainda serem necessárias as cercas de proteção em meio às regiões onde pululam os Espíritos inferiores. Mas, em contrapartida, os Espíritos sofredores terão à sua disposição mais um Posto de Socorro no meio das estradas que cortam o umbral para que possam receber atendimento quando se dispuserem a recebê-lo.
                                                           
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"O êxito de um bom dito depende mais do ouvido que o escuta do que da boca que o diz." (William Shakespeare)