Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 56: Em frente ao forte

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CAPÍTULO 56
 
 
 
Em frente ao forte  

 
                                                  Os Cavaleiros da Luz chegam ao forte e causam
                                                         grande confusão entre os moradores das barracas.


 
               Os vigias avançados já haviam dado o alarme e quando avistamos o forte estávamos a trezentos metros de distância, no início do campo extenso. Alguns de nossos mentores estavam nos esperando para ajudar na empreitada. Eram eles Tirson, Menotti, José, Manoel e Elizabete.
               A estrada tornava-se reta e a visão era ampla no cenário levemente embaciado pela neblina matinal. Fraca luminosidade conseguia penetrar as nuvens que cobriam a região, dando a sensação de ser uma paisagem à beira de rio no período invernal.
               Chamei Elizabete e Chica Pelega e pedi que retornassem à crosta para realizar uma tarefa das mais importantes no desenrolar das atividades do dia. Elas prontamente atenderam ao pedido volitando até perto de um lugarejo onde havia ocorrido a Revolta dos Colonos.
               Estacamos a caravana na estrada e esperamos a manifestação dos moradores do forte e das barracas em frente. A ideia era aguardar a chegada dos comandantes do forte para pedirmos a libertação dos prisioneiros e a retirada de nossas forças, pois entendemos que cada um deve viver da maneira que melhor lhe pareça, isso desde que não interfira na vida dos outros.
               Alguns moradores das barracas se aproximaram para constatar se não éramos habitantes de outro mundo que estavam chegando para dominar a região ou para nos observar melhor, pois não havíamos realizado o ataque esperado, o que era comum acontecer com grupos de Espíritos bandoleiros que vagam pelo umbral.
               Recordei as antigas lutas entre tribos rivais para a posse de certos locais e de plantações, vilarejos e aprisionamento dos vencidos. As entidades do umbral, muitas vezes, vivem como se estivessem na Idade Média, copiando seus costumes, vestuários, armamentos.
               Quem nos poderia dizer o que povoa o pensamento daqueles Espíritos vivendo naquele lugar lúgubre, insalubre, nevoento? Quem ali permanece é porque está vibrando nas mesmas condições do local e a dificuldade está em fazer com que compreendam que não se deve parar no tempo, antes, deve-se progredir sempre tal qual a lei.
               Os mais curiosos ou corajosos se aproximaram para nos ver de perto e se certificar de que éramos do planeta Terra e qual o objetivo que tínhamos em mente. Conversamos com alguns desses Espíritos e pedimos que chamassem os comandantes do forte, principalmente Altair, pois precisávamos conversar.
               Dois Espíritos se prontificaram a chamar os comandantes e retornaram ao forte com esse objetivo. Meia hora depois um grupo de jagunços deixou o forte e se aproximou para conversar. Estavam vestidos com as roupas da década de 1950 e armados com garruchas, revólveres e facões. Estavam com cara enfezada e pareciam de pouca conversa. Vendo que estávamos em missão de paz, relaxaram e se aproximaram mantendo uma distância segura de nosso destacamento.
               ― O que é que vocês querem? – perguntou o chefe do grupo. - Estão tirando nosso sossego.
               ― Queremos conversar com Altair – respondi.
               ― Ele não se encontra. Está na crosta e vai demorar algum tempo para voltar.
               ― Quem é que responde por ele em sua ausência?
               ― É somente ele quem dá ordens por aqui. Não adianta pedir para outro, tem que esperar por ele.
               ― Então esperaremos até ao meio dia e depois tomaremos as providências cabíveis ao caso. Mande alguém chamá-lo, pois nosso tempo é curto e precisamos resolver essa questão.
               O chefe do bando fez um sinal aos comandados e retornaram ao forte. Em cinco minutos quatro Espíritos chegaram à estrada e rumaram para as bandas da crosta.
               Apeamos e ficamos à beira da estrada esperando por Altair. Sempre utilizamos a estratégia de conversar primeiro para que os opositores tenham a oportunidade de libertar os prisioneiros sem que tenhamos que mostrar a força que possuímos.
               Os Espíritos inferiores sentem a pressão a que estão expostos, pois sabem que cometeram ações errôneas e são passiveis de punição por isso.
                                                           
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa." (Joana de Angelis)