Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 53: Chamamento

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CAPÍTULO 53
 
 
 
Chamamento           

 
                                            Maria Rosa e seus companheiros se reúnem
                           e iniciam a cavalgada para o forte.


 
               O sol apenas surgia no horizonte com as primeiras clarificações no céu, diminuindo a luz das estrelas, fazendo com que desaparecessem rapidamente de nosso olhar, quando entramos no Reduto. Era manhã de domingo e o dia na região do sudoeste do Paraná estava claro e sem nuvens.
               Quando atravessamos o portão avistamos a tropa em formação à nossa espera. Eram quatrocentos cavaleiros em pé, ao lado dos cavalos arreados e prontos para a cavalgada.
               Chica Pelega, Elias de Souza e Boiadeiro estavam nos esperando à frente da tropa. Cumprimentamos os comandantes e saudamos os companheiros que estavam na formação. A avó Maria, Luiz Dam e eu tínhamos chegado de nossa casa e estávamos ansiosos para começar a cavalgada rumo ao forte do umbral.
               Meu cavalo e o de Luiz Dam estavam nos esperando ao lado de Chica Pelega. Montamos e nos colocamos em frente ao pelotão que aguardava nossas ordens. A avó Maria seguiria conosco em volitação e estaria nas proximidades nos observando.
               Antes de começar a viagem dirigi algumas palavras aos companheiros que estavam ansiosos para nos ajudar.
               ― Companheiros das hostes do bem no trabalho com Jesus. Estamos novamente reunidos para iniciar outra cavalgada nos rumos do umbral para libertarmos muitos irmãos das garras do mal. O tempo urge e temos que enfrentar mais essa batalha contra os seguidores do mal. hoje não estamos mais sob a bandeira da liberdade que almejávamos no Contestado, mas sim, sob a bandeira celeste do Cristo de Deus. Não temos alternativa senão cavalgar pelas regiões inferiores para buscar os irmãos que ali permanecem presos. Muitos perguntarão o porquê de Cristo não aparecer nessas regiões e, com seu poder infinito, libertar todos os irmãos que ali se prendem, e podemos responder que Jesus mesmo disse que não vinha derrogar as Leis de Deus, mas dar-lhe cumprimento. Assim, é de lei que esses irmãos que estão presos sejam libertos, pois seu tempo de cativeiro já se esgotou. Também os que trabalham pelo mal devem ter a oportunidade de se redimir e recomeçar a caminhada pela estrada do bem. Porque usar os cavaleiros da luz para essa empreitada? Porque os irmãos que estão presos vibram na mesma faixa vibratória da região onde permanecem e isso impossibilita um Espírito de faixa vibratória mais sutil de libertá-lo. Então é necessário que os cavaleiros se apresentem, mais uma vez, para retirar esses Espíritos das regiões nevoentas. O serviço será muito difícil e poderemos ter que utilizar de força para convencer os Espíritos inferiores a libertar esses irmãos em precárias condições. Um piquete formado por setenta cavaleiros seguirá conosco e levará até um Posto de Socorro os Espíritos que se encontram nos campos ao lado da estrada e que já têm a permissão de deixar o lugar. A avó Maria comandará essa operação e indicará os Espíritos que já podem ser resgatados. O grupo maior seguirá conosco pela estrada até chegar ao Forte. Quando nos aproximarmos daremos as ordens aos comandantes que as repassarão aos companheiros. De acordo com as circunstâncias tomaremos as decisões que forem mais adequadas. Que Deus, Jesus e a Mãe Santíssima nos acompanhem para que tenhamos êxito na operação.
               Quando conclui a rápida conversa com os companheiros demos a ordem para que os cavaleiros montassem e seguissem, em fila dupla, no rumo da estrada que se descortinava à nossa frente.
                                            
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento." (André Luiz)