Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 52: Com o Dr. Bezerra

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CAPÍTULO 52
 
 
 
Com o Dr. Bezerra  

 
                                                       O Dr. Bezerra de Menezes conversa com os amigos
                                              sobre  a evolução que está se processando na
              transformação da Terra.     


 
               O burburinho dos Espíritos em frente ao hospital demonstrava a necessidade que existe em buscar a melhoria das condições físicas e psicológicas. O atendimento era feito levado em conta a necessidade de cada Espírito que era entrevistado para o encaminhamento ao local necessário.
               Os enfermeiros e médicos atendiam segundo as possibilidades e necessidades que se apresentavam.
               Mais de cinquenta Espíritos haviam sido resgatados de um lugarejo do umbral pelos socorristas e precisavam do encaminhamento para cuidar de seus males. Os Espíritos vinham de longa estadia nas regiões umbralinas e haviam alcançado a possibilidade de melhoria depois de haverem resgatado suas faltas.
               Vinham de uma região ligada ao estado de São Paulo, de onde provinham de quando encarnados.
               Em questão de uma hora todos haviam sido atendidos e encaminhados aos setores especializados.
               A avó Maria estava ao meu lado quando entramos no corredor imenso que conduzia aos diversos consultórios dos médicos, e, mais à frente, às enfermarias.
               O Dr. Jorge Luís nos chamou quando nos viu e nos convidou a entrar no consultório do Dr. Bezerra, que ficava logo à frente.
               ― Minhas irmãs, o Dr. Bezerra está esperando por nós – disse-nos o médico amigo. – Ele deseja conversar sobre os acontecimentos no caso de obsessão com Josué e Marisa.
               ― Agradecemos a colaboração, meu irmão – disse a avó Maria. – Conversar com o Dr. Bezerra é uma satisfação muito grande.
               ― Melhor que conversar é trabalhar com o médico dos pobres – enunciou o doutor. - Aprendemos muito estando ao lado do Dr. Bezerra e isso contribui para nosso aprimoramento.
               ― Somos felizes em privar da sua amizade e tolerância para com nossos erros – comentei aos amigos. – Ter o privilégio de dispor de seu convívio é algo que não tem preço. Só quem tem isso consegue entender o que dizemos.
               ― O que podemos dizer dos que pensam que o Dr. Bezerra só trabalha e convive com Espíritos de alto nível? – perguntou a avó Maria recordando as pessoas que pensam que as comunicações do Dr. Bezerra com os simples, nos Centros Espíritas simples, são meras mistificações.
               ― “O artista deve ir onde o povo está”. É o que diz o adágio popular – respondeu o esculápio, com um sorriso. – O Dr. Bezerra não era chamado de médico dos pobres, por que atendia os pobres? Hoje podemos continuar chamando-o de médico dos pobres, pois onde existem doentes e trabalho, ele está presente.
               ― Temos a considerar que nas altas esferas não existem doentes e sua participação está em ajudar a dirigir os destinos da Terra, mas seu grande serviço é, ainda, entre os sofredores – comentou a avó Maria com um brilho no olhar. – Eu sou testemunha do trabalho que ele realiza pelo mundo, pois sempre foi meu mentor nos trabalhos que realizei.
               ― Os que preferem que o Dr. Bezerra esteja nos céus compartilhando as benesses com os bons Espíritos que assim pensem – comentei por minha vez. – Nós o preferimos assim, nos orientando em nossas necessidades e nos incentivando com sua presença abençoada.
               ― Devemos seguir os bons exemplos que esses Espíritos de luz nos dão todos os dias – comentou a avó Maria. – Com eles nossa caminhada ficou mais curta e segura, pois não perdemos mais tempo com bobagens e os chamados das hostes do mal que desejam nos desviar do bom caminho.
               ― Nós somos realmente possuidores de um galardão divino que devemos manter para sempre em nossos corações – enunciou o médico. – A vida nos ensina sempre a andar com Jesus, auxiliados pelos mentores espirituais.
               Nesse momento chegamos ao consultório e entramos, pois a porta estava aberta.
               ― Sejam bem vindos, meus filhos – disse-nos o Dr. Bezerra, abraçando-nos fortemente. – Estejam à vontade em nossa casa de amor ao próximo.
               ― Obrigada, Dr. Bezerra – agradeceu a avó Maria em nosso nome. – É um prazer desfrutar alguns momentos com o senhor.
               ― Bondade sua minha irmã, pois estamos no mesmo caminho rumo a Deus – comentou o médico dos pobres. – Estejam à vontade e sintam-se como se estivessem em sua casa.
               Acomodamo-nos em poltronas confortáveis e nos pusemos, como bons aprendizes, a ouvir o médico amoroso.
               ― O maior empréstimo que Deus nos dá é o trabalho incessante em favor do progresso do homem para a redenção de seus caminhos – começou a discorrer o médico amigo. – A Terra está passando por um processo de higienização e recomposição de seus elementos para entrar no período evolutivo de “Regeneração”. Não há mais tempo para ficar olhando os dias passarem sem que mexamos nossas mãos para ajudar na transformação do planeta. Isso inclui todos os Espíritos que habitam a Terra, sejam encarnados ou desencarnados, sem exceção.
               O Dr. Bezerra olhou-nos compassivamente, parecendo relembrar fatos passados de sua vida, respirou profundamente e continuou sua peroração:
               ― O homem está, há milênios, buscando conquistas para seu ego, esquecendo que o próximo é seu irmão de caminhada e não seu inimigo. Em vez de se darem as mãos e se auxiliarem mutuamente na subida, combatem-se ferozmente matando-se, cavando abismos que os separam cada vez mais. Esse sentimento de busca de glórias vãs e passageiras é que fez com que o homem ainda permaneça no estado espiritual de primitivismo. Podemos até entender que os homens não se compreendessem até a chegada de Jesus à Terra, pois a lei que conheciam era: “Olho por olho, dente por dente”. Com o advento do Cristo e os ensinos das leis divinas sobre o amor e a caridade o homem deveria ter modificado seus sentimentos interiores de grandeza e praticado o evangelho. Se a humanidade tivesse compreendido Jesus, por certo o mundo estaria coberto de amor e compreensão, e o período de Regeneração da Terra chegaria sem a necessidade de tanta tragédia, abalos sísmicos, corrupção, iniquidades e violência. Os irmãos não acreditam que tudo deveria ter sido dessa maneira?
               ― Acreditamos, sim, Dr. Bezerra – respondeu por nós a avó Maria. – O homem não compreendeu Jesus e tampouco entendeu o Seu segundo chamado inserido no Consolador Prometido, que é o Espiritismo, que veio ao mundo para dar continuidade ao Seu ensino.
               ― Com certeza, meus irmãos, o Espiritismo só é compreendido por aqueles que o vivem no dia a dia. Os que não querem compreender Jesus em sua pureza celestial, não O compreenderão no Cristianismo tradicional nem no Espiritismo Cristão. Somente no momento certo é que o homem compreenderá que está no mundo para servir e não para ser servido. A semente que caiu em terra fértil brotou e deu frutos de acordo com a parábola de Jesus. Assim também acontece com a sementeira do Espírito: se ele tratou sua seara com o adubo do amor, da sabedoria, da caridade, da fraternidade, da igualdade e da solidariedade a semente divina brotará e crescerá vigorosamente para produzir os frutos sazonados do amor divino. O tempo urge e é preciso espantar as trevas para que a luz divina se estabeleça sobre a Terra. É preciso redobrar os esforços e lutar sem tréguas para que Jesus, finalmente, estabeleça no orbe Seu evangelho de luz.
               O médico dos pobres tinha o olhar triste ao recordar as mazelas que comprometem os homens e os seguram milenarmente aos charcos da podridão e da dor. Parecia que seu olhar translúcido refletia a imagem de Jesus à beira da praia em Cafarnaum no chamado ao homem para integrar a falange do bem para alcançar o céu que todos esperam. O Dr. Bezerra ficou alguns instantes pensativo e depois continuou:
               ― Seguindo esse pensamento, devemos dividir os grandes problemas em partes para melhor resolvê-los, obedecendo aos princípios administrativos que assim nos ensina. Cada grupo de Espíritos é um conjunto de seres que têm suas expectativas e necessidades e, sendo assim, o melhor caminho é implementar a solução de seus problemas agindo internamente no grupo. Tomem como exemplo o problema que aflige Josué e Marisa, com a obsessão continuada de seus inimigos espirituais. A perseguição tem sua origem nos conflitos deflagrados antes e durante a Revolta dos Colonos e se estende até os dias atuais. Se resolvermos essa questão estaremos ajudando a encaminhar os Espíritos que nela estão inseridos e, assim, contribuindo para a redenção do homem na Terra. É da solução dos pequenos problemas que conseguiremos resolver os grandes que afligem as nações interna e externamente. Pensem bem nisso, meus irmãos, e haveremos de encontrar as soluções cabíveis e necessárias a cada problema que surgir.
               Constatamos que esse era o tempo disponível do Dr. Bezerra para conosco e, levantando, cumprimentamos o amoroso amigo, nos despedindo e agradecendo a atenção com que nos distinguiu. Ele, humildemente, nos abraçou pedindo a Jesus derramasse Suas bênçãos sobre nós.               
                                            

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa." (Joana de Angelis)