Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 49: Encontro

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CAPÍTULO 49
 
 
 
Encontro                 

 
                                        Otávio vai fazer compras e encontra         
                                      a mãe reencarnada em Marisa.                


 
              Saímos, com a avó Maria e Luisinho, para a crosta, ao encontro de Otávio e da família que se preparava para fazer compras em uma cidade próxima à sua propriedade.
               Otávio deixou a fazenda na manhã plena de sol e foi, com a esposa e o filho mais novo, até a cidade vizinha para fazer algumas compras. A distância é de poucos quilômetros e o carro percorre rapidamente o trecho, enquanto os tripulantes conversam animadamente.
               ― Gostei de ir ao Centro ontem à noite – disse Conceição ao esposo e ao filho –. Das palavras que ouvi o que mais gostei foi que somos eternos e em nós só morre o corpo, mas permanece o Espírito em seu trabalho de aperfeiçoamento.
               ― É bom saber que os entes queridos não desaparecem com a morte – interveio o moço, de nome Fabrício –. Somente mudam de roupagem e de dimensão.
               ― Quantos de nós só pensamos no momento que vivemos – expôs Otávio. – Se acreditarmos que a vida termina com a morte, é natural que pensemos apenas no dia a dia, seguiremos as normas da sociedade morta que vive apenas para si sem pensar em seu próximo.
               ― Vamos entrar no campo da filosofia vã e sem qualquer sentido. – defendeu Conceição – O viver por viver, extorquir, matar, roubar, vilipendiar, sem que qualquer sentimento de razão esteja presente no íntimo.
               ― O homem pensa que se nada existe depois da morte pode então fazer o que quiser e viver para satisfazer seu ego cheio de orgulho, maldade, insensatez – comentou Fabrício -. Seu interior é cheio de incoerências e transfere isso para o seu dia a dia, interferindo na vivencia do seu semelhante.
               ― Gostei do que vi e ouvi. Simplicidade acima de tudo e coerência no falar e agir. Acredito que um Centro Espírita deve ser assim, sem muita cerimônia ou estardalhaço – comentou Otávio, acreditando sinceramente que a vida, em tudo, deve ser simples e fácil de viver –. Penso que quanto mais simples for a explicação e a demonstração, mais rápido o aluno aprende.
               O veículo estacionou em frente à loja de confecções e calçados e os três ocupantes em seguida entraram para fazer algumas compras. A funcionária, ao perceber que os fregueses estavam entrando na loja, apressou-se em atendê-los. Para sua surpresa notou que os três clientes estiveram no Centro com ela na noite anterior. Cumprimentaram-se e notaram que a simpatia era recíproca no sorriso aberto e sincero.
               Maria trabalhava na loja há mais de um ano e sentiu-se feliz em poder atender os clientes que conhecera no Centro. A simpatia maior era para com o senhor Otávio, um homem com setenta anos e muitas histórias para contar. Ele tinha algo que a fazia tremer de emoção e nostalgia. O que seria esse sentimento? Não achava explicação no amor maternal que sentia por um homem com mais do dobro de sua idade.
               Ela notou que o homem também sentira algo diferente por ela, pois havia visto isso em seu olhar quando se tornou cheio de lágrimas que rolaram em seu rosto. Conceição, a esposa, ficou preocupada com o fato e pediu a Otávio se estava se sentindo bem. Ele lhe respondeu que estava bem, mas tinha algo que o ligava de alguma maneira à mulher que os atendia.
               Por fim, Otávio dirigiu-se à Marisa e lhe disse que havia algo nela que lembrava sua mãe. O nome dela era Marisa, parecido com Maria e a fisionomia exatamente a mesma, pois ele guardava uma foto da família que seu pai, Antonio, conseguira com um fotógrafo da época e lhe cedera como lembrança.
               Marisa interessou-se em ver a foto da família, pois tinha o pressentimento de que vivera na região em outra época, mas não conseguia lembrar em que tempo e em que localidade.
               Ficou acertado que a família de Otávio visitaria a família de Marisa no domingo próximo, quando poderiam conversar melhor e mais sossegadamente sobre o assunto.
                                            
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento." (André Luiz)