Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 48: Cavaleiros da Luz

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CAPÍTULO 48
 
 
 
Cavaleiros da Luz   

 
                                        No Reduto espiritual os Cavaleiros da Luz
                                      se preparam para ajudar Maria Rosa     
                                      na libertação dos prisioneiros.                  


 
               Alguns quilômetros acima da crosta, numa região espiritual onde há possibilidades de se manter uma vila para os cavaleiros da luz, ergue-se nosso recanto espiritual.
               Encravado num local onde a luz do sol penetra constantemente, entre as nuvens espessas que caracterizam o umbral, observa-se que o Reduto é um dos principais Postos de atividades na região do sudoeste paranaense, e que está sempre aberto ao trabalho dos cavaleiros.
               Nosso lugarejo é protegido por cercas de arame para que os Espíritos inferiores não entrem no lugar para causar danos nas instalações. Do amplo portão até as primeiras casas existe um pátio de mais de trezentos metros de comprimento por duzentos de largura, onde os cavaleiros formam pelotões para ouvir as preleções antes das jornadas de trabalho.
               Transposto o pátio, chega-se às primeiras casas no estilo colonial, indo até a ampla praça onde se ergue o templo, a casa da administração, hospital, escola, oficinas. O campo imenso, depois do casario, proporciona ambiente seguro e agradável aos animais que são utilizados pelos cavaleiros.
               Chica Pelega, Elias de Souza e Boiadeiro são alguns dos principais comandantes das tropas de nossa vila, destacando-se em meio a outros dirigentes.
               Quando a avó Maria e eu chegamos à Herdade os cavaleiros estavam fazendo treinamento no campo dos fundos do vilarejo, sob o comando de Chica Pelega.
               ― Bom dia Chica – cumprimentei a comandante fazendo um sinal de continência – como está a senhora?
               ― Tudo bem e vocês como estão?
               ― Tudo bem. Estou vendo que, desde cedo, os cavaleiros estão em treinamento. Tem gente nova no grupo?
               ― Tem alguns recrutas no bando. São oriundos das fazendas de gado da região sul e que obtiveram permissão para entrar no grupo de trabalho.
               ― Como estão se saindo?
               ― Estão indo bem. Nas lides campeiras são bem adestrados e conseguem obter boa pontuação. Mas o mais importante para entrar no grupo é ter o espírito renovado em Deus.
               ― Chica, precisamos de quatrocentos cavaleiros para, amanhã cedo, seguir em caravana conosco para uma empreitada no umbral.
               ― Problemas a vista?
               ― Sim! Temos um grupo muito grande de jagunços que aprisionaram diversos Espíritos e temos que resgatá-los o quanto antes.
               ― Desses cavaleiros necessitamos de cinquenta especializados no resgate de Espíritos que já estão aptos a seguir aos Postos de Socorro para atendimento.
               ― Pode deixar que nosso povo está sempre pronto para o trabalho. Amanhã, bem cedo, estaremos a postos, no pátio, esperando as ordens da senhorita.
               ― Será uma longa jornada pelo umbral, em regiões perigosas e cheias de malfeitores. Temos que levar armas e redes para a cavalgada.
               ― Pode deixar, comandante, que tudo estará à mão quando necessitar das ferramentas.
               ― Onde anda o Elias de Souza?
               ― Foi para a crosta com alguns cavaleiros para ajudar no serviço de proteção em uma residência que está sendo atacada pelas forças negativas. Acredito que hoje à tarde estará de retorno.
               ― Chica, prepare bem os cavaleiros que a missão não será facilitada pelos maus elementos. Faça a chamada a partir de hoje para que estejam a postos amanhã de madrugada.
               ― Fique tranquila, Maria Rosa, que estaremos a postos antes de clarear o dia. Quando o galo cantar estaremos prontos para a jornada.               
                                            
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

“Eu chamo de bravo aquele que ultrapassou seus desejos, e não aquele que venceu seus inimigos; pois a mais dura das vitórias é a vitória sobre si mesmo.” (Aristóteles)