Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 39: Na casa de Josué e Marisa

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CAPÍTULO 39
 
 
 
            Na casa de Josué e Marisa

 
                           Os amigos vão ao mundo espiritual
                        onde o casal está sendo afogado
                     e enfrentam os maus Espíritos.


 
               Na mesma noite, a avó Maria, Luiz Dam e eu, volitamos até a residência do casal que estava sofrendo ataques de obsessores.
            A cidade vizinha à cidade onde está localizado o Centro Espírita já estava adormecida e as ruas desertas. Chegamos à casa edificada num dos bairros próximos ao centro e paramos no pátio para observar as flores no jardim florido.
            O perfume das flores contrastava com o odor pútrido que exalava dos miasmas enegrecidos estacionados em diversos lugares do terreno.
             Algumas formas espirituais nocivas se movimentavam à beira do muro, onde o musgo e a umidade permaneciam. Alguns Espíritos menos esclarecidos andavam pelo terreno e não puderam perceber nossa presença devido à sua materialização.
               Entramos na casa e olhamos atentamente o ambiente da sala principal coberto por névoa escura onde diversos Espíritos de baixa condição caminhavam despreocupadamente. Portavam armas e tinham o semblante carregado, como se estivessem prontos para uma batalha. Eles não conseguiam nos ver, pois estávamos numa vibração diferente e isso nos possibilitava observar seu comportamento atentamente.
               Entramos no quarto onde Maria e José dormiam. O sono era agitado, com a respiração ofegante dos corpos que sentiam a pressão da influência de dois Espíritos inferiores que permaneciam ao lado da cama. Tinham o aspecto sinistro dos maus Espíritos e se apresentavam com vestimentas dos antigos jagunços que havíamos visto nas imagens mostradas no Centro.
             Eram dois jagunços do bando de Altair que tinham a incumbência de permanecer junto ao casal, minando suas forças, procurando levá-los à loucura.
               O cordão de prata que liga os Espíritos encarnados ao corpo somático estava suspenso no ar indicando que os Espíritos de Maria e José estavam fora do corpo. Seguimos o cordão luminoso e chegamos a um rancho à beira de um pântano onde diversos Espíritos mal encarados judiavam dos encarnados.
               De imediato reconheci no chefe do bando, Lico, o imediato de Altair. Ele comandava as ações contra Maria e José, instigando os jagunços a jogá-los na água fétida. O lodo cobria seus pés e os Espíritos ameaçavam afogá-los, empurrando-os para baixo. O terror dominava os Espíritos encarnados que sentiam se sufocar quando os bandidos os empurravam de encontro às águas pútridas.
               Os algozes riam alto e brincavam com a situação, escarnecendo dos prisioneiros, afogando-os sem piedade. Lico comandava a tortura, dizendo aos companheiros:
               ― Afoguem esses malandros. Eles precisam pagar o que nos fizeram. Eles devem lembrar, quando acordarem, que são nossos prisioneiros.
               Os comandados continuavam a atormentar o casal, afundando-os na lama, fazendo com que sentissem que estavam sendo afogados. O casal pedia por socorro, implorava clemência aos seus algozes, mas sentiam que estavam a cada minuto em piores condições.
               Luiz Dam aproximou-se dos quatro Espíritos que brincavam com o casal, materializou-se e pediu que deixassem os dois em paz. Os Espíritos levaram um susto quando viram o moço e fizeram menção de atacá-lo. Luiz Dam vibrou seu pensamento em Deus e os bandidos caíram na lama, de costas. Tentaram levantar, mas não conseguiram, presos que ficaram no solo.
               Lico puxou um chicote e estalou em direção a Luiz Dam, mas o efeito foi ao contrário, pois nosso companheiro agarrou o chicote e o puxou das mãos do facínora. Em seguida Luiz Dam vibrou o chicote no ar e prendeu as pernas de Lico que caiu de dorso no pântano.
               Estava na hora de voltar, pois o casal tinha que acordar para seguir ao trabalho. Libertamos Maria e José das mãos dos facínoras e os conduzimos até sua casa onde reentraram nos corpos adormecidos.
               Acordados, comentaram que tiveram um pesadelo em que estavam sendo afogados por inimigos em um pântano sombrio.
               Concentramos em Jesus e solicitamos que nos permitisse a limpeza da moradia. Os Espíritos inferiores saíram do lugar e se reuniram na rua em frente à casa, não sabendo o que havia acontecido e que algo superior havia forçado a saída da residência.
               Entramos no quarto da filha e vimos que dormia tranquilamente, com o Espírito pairando sobre o corpo. Ela estava retornando de uma viagem astral que fizera até uma cidade espiritual onde recebera instruções e forças.
               Limpa a residência, retornamos para nossa cidade espiritual, pois tínhamos muitas atividades a realizar nesse dia.
  

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não se zangue por não poder tornar os outros como você desejaria que fossem, pois você não se pode tornar (completamente) o que gostaria de ser." (Tomas Kempis)