Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 35: Libertação

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CAPÍTULO 35
 
 
 
Libertação                

 
                   Quatro cavaleiros se dirigem à
            residência onde os amigos
estão aprisionados.
                                         


               Estava escuro quando os cavaleiros apearam dos cavalos, em um terreno cheio de guabirobeiras e jabuticabeiras, a cem metros de distância da casa de seu Alcides. A lua cheia clareava a noite mostrando quatro vultos que se esgueiravam nas cercanias da casa.
               A residência era grande e podia-se ouvir a algazarra de homens na sala principal. No alpendre dois homens vigiavam a residência, escondidos à sombra do telhado. Dois homens vigiavam o galpão no fundo do terreno, o que podia se deduzir que os prisioneiros ali se encontravam.
               Seu Pedrinho ficou escondido perto de um barranco para avisar se chegasse gente. Enquanto isso Antonio e os irmãos seguiram pelo terreno ao lado chegando aos fundos do galpão. Bateram de leve na parede e ouviram batidas de resposta vindas do lado de dentro. Antonio sussurrou o nome de seu Artêmio e ele respondeu prontamente. Era a deixa para agir e libertar os reféns.
               Antonio seguiu para os lados do terreno vizinho e atirou uma pedra na parede do galpão. Os dois vigias se movimentaram para os lados de onde ouviram o barulho. Nem bem chegaram aonde podiam ver o local de onde viera o barulho e foram atacados por trás, com coronhadas na cabeça, que os deixou desacordados.
               A porta tinha corrente e cadeado e não acharam a chave. Assim, foram para a janela na parede do lado e forçaram a mesma até que um estalido seco denunciava que haviam rompido a vista da vidraça. Retiraram a janela do lugar e chamaram os prisioneiros para que saíssem rapidamente.
               Seu Pedrinho notou que os vigias da casa ouviram um estalido no galpão e se prepararam para checar o ocorrido. O barbeiro pegou uma pedra e jogou no pátio em frente da casa o que fez com que desviassem sua atenção para o novo barulho.
               Em minutos estavam montados nos cavalos com os libertos na garupa, seguindo no rumo do armazém. A ideia era deixá-los na casa de seu Medeiros, num quarto dos fundos, pois os jagunços jamais imaginariam que pudessem se esconder ali.
               Seu Medeiros levou um susto quando viu os cavaleiros chegando em sua casa e, mais ainda, quando expuseram o plano de deixar o casal no quarto dos fundos. Parecia não ser verdade o que estava acontecendo, mas aceitou o plano, pois sua família seria a próxima a ser feita prisioneira por Altair.
               Não seria melhor todos embarcarem num caminhão e fugir para longe, onde Altair não pudesse alcançá-los? Quais as razões para abrigar os fugitivos das mãos do fazendeiro? Isso não seria fustigar o tigre com vara curta? Com certeza, na manhã seguinte, quando Altair descobrisse a fuga e chegasse ao armazém, estariam todos mortos. Mortos e mal pagos como se dizia comumente. Mas o que fazer se os homens tinham ideias do que deveriam fazer no momento seguinte? Seu Medeiros procurou acalmar-se e procurou saber dos amigos qual seria o próximo passo no plano de ação.
 
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não se zangue por não poder tornar os outros como você desejaria que fossem, pois você não se pode tornar (completamente) o que gostaria de ser." (Tomas Kempis)