Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

CAPÍTULO 26: A violência aumenta

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

<<< Anterior... 

CAPÍTULO 26
 
 
 
                  A violência aumenta                

 
                                              Os jagunços de toda a região intensificam as
                                    investidas violentas contra os colonos.
                                         


               As Companhias que comercializavam terras desejavam ganhar dinheiro não pensando nos colonos, que muitas vezes, tinham que pagar duas vezes pela terra e, ainda assim, não recebiam os documentos da posse legal das mesmas.
               A intimidação era feita na base da violência de jagunços contratados que visitavam os colonos e os obrigavam a comparecer nos escritórios das Companhias para assinar documentos das terras que nem mesmo as Companhias sabiam a quem pertenciam.
               Havia um imbróglio muito grande entre o governo estadual e o federal quanto à posse das terras e no meio da encrenca ficavam os colonos, sem ter o que fazer.
               A violência aumentava a cada dia com os jagunços inovando em seus métodos de coerção aos colonos: espancamentos, abusos sexuais, martírios, mortes, queima dos ranchos e das plantações. As vítimas eram obrigadas a pagar novamente pela terra e auferiam recibos mal escritos em pedaços de papel de embrulho como garantia.
               Os colonos eram humilhados constantemente e a violência não tinha freios nas mãos de mercenários contratados para espalhar o terror por onde estivessem. As famílias dos colonos seguiam para a roça e quando viam alguém ou algum grupo se aproximar o genitor mandava a esposa e os filhos se esconder e ficava com o Taquari carregado até a boca à espera dos visitantes indesejados.
               A cidade estava em polvorosa ante a possibilidade de também sofrer os ataques dos jagunços, e isso também se estendia às outras cidades da região onde as ameaças dos jagunços se concretizavam todos os dias na forma de violência.
               Desde 1955, com a conivência do governo estadual, as Companhias de terras expandiam o terror contra os colonos exigindo muito e não retribuindo à altura pelas exigências. Esses fatos, somados à violência dos jagunços, desembocaram na união dos colonos em torno de uma ação contra tudo e todos que os exploravam sem comiseração.
               A partir do inverno de 1957 os colonos começaram a se reunir em busca de uma solução para os seus problemas. As autoridades estavam claramente a favor das Companhias, não ouvindo os clamores da população interiorana e isso inflamou ainda mais os ânimos do povo.
               O assassinato do vereador Pedro Luiz Camargo, da esposa e dois filhos do colono João Saldanha e o açoitamento de três crianças, revoltou de vez os colonos que se rebelaram contra os jagunços e as Companhias de terras.
               No início de agosto diversos acontecimentos ocorridos na região sudoeste do Paraná levaram ao desencadear da revolta dos posseiros, que ficou marcada como sendo o levante dos colonos contra as arbitrariedades dos governos.
                  

 

 

Luiz Marini - Livros

kiko_e_malhado.jpg
Clique na imagem para acessar


Para refletir

"O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção." (Emmanuel)