Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 23: Dificuldades

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CAPÍTULO 23
 
 
 
                  Dificuldades                               

 
                   Antonio é abordado por Altair
            no depósito do armazém.
                                         


               Altair começou a tornar suas visitas ao armazém algo rotineiro, principalmente quando se encontrava na fazenda de Otávio. Sua intenção era descobrir se o empregado de seu Medeiros era realmente Antonio, o homem que ele mandara deixar vivo para se tornar um louco pelas ruas das cidades. Se fosse Antonio teria que dar um fim nele para evitar complicações futuras.
               Antonio, a seu turno, procurava se esconder cada vez que Altair chegava ao armazém. Ele havia combinado com os colegas que quando Altair chegasse o avisassem imediatamente, pois teria tempo de se esconder em meio aos produtos no depósito.
               Isso aconteceu até o dia em que Antonio estava carregando diversos sacos de milho para um fazendeiro da região. Os veículos que levavam as cargas eram estacionados nos fundos do armazém, perto da porta do depósito. Ocorre que, quando o caminhão deixou o local, outro veículo estacionou para o carregamento de mercadorias e, junto com o motorista, estava Altair.
               O fazendeiro desceu rapidamente do veículo e se aproximou de Antonio, que estava de costas, arrumando algumas caixas. Quando Antonio se virou deu de cara com o inimigo de tantos anos e não teve como desviar o olhar do fazendeiro.
               Antonio levou um choque e não sabia o que fazer. Mas, num instante recuperou-se e fez de conta que não conhecia Altair. Cumprimentou-o e pediu a lista de mantimentos que desejava carregar. Altair ficou olhando firmemente para ele como a pedir explicações de não estar andando pelas ruas como louco.
               Antonio se fez de desentendido e começou a carregar os sacos de produtos no caminhão. Altair estava enfezado com a maneira com que Antonio se saiu da dificuldade. O fazendeiro não tinha como pedir se ele era realmente o genitor da família que havia sido morta naquele tempo.
               Quando o caminhão estava carregado Altair se aproximou de Antonio e perguntou:
               ― Qual é o seu nome?
               ― Antonio – respondeu prontamente.
               ― Conheci um senhor Antonio que certa vez chegou a minha fazenda e me provocou atirando em meu irmão. Não seria o senhor o mesmo Antonio, pois que é muito parecido?
               ― Existem centenas de Antonios por aí e muita gente parecida comigo. O senhor deve estar enganado – respondeu Antonio sabendo que deveria omitir a verdade para não morrer naquele instante. – Talvez seja alguém muito parecido comigo.
               ― A mim parece que o senhor é o mesmo homem. Vou conversar com meus empregados para ver se alguém consegue reconhecê-lo.
               ― O senhor pode conversar com eles e terá a certeza de que sou outro homem.
               ― Deixe-me ver sua mão. – Altair sabia que Lico lhe havia contado que havia furado a mão do homem e ali estaria a prova de que era o mesmo indivíduo. – Quero ver se nela há um ferimento.
               Antonio mostrou a mão onde havia uma cicatriz bem leve, pois a ferida havia sido curada por um velho índio conhecedor de remédios das matas. Altair ficou confuso, pois havia uma cicatriz muito pequena e não confirmava que seria o mesmo homem.
               Altair retornou à fazenda ensimesmado e planejando o que fazer para descobrir a verdade sobre Antonio. Demorasse o tempo que fosse necessário, mas haveria de descobrir o que desejava.
                  

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude." (Henry Wadsworth Longfellow)