Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 21: O fazendeiro

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CAPÍTULO 21
 
 
 
                  O fazendeiro                             

 
                                              Altair chega na fazenda de Otávio e conversa
                                         com Darci e Dirceu sobre o boato que dizia
                                          que Antonio estava de volta. Quando chega
                                        no armazém encontra os três funcionários
          trabalhando no depósito.



               Altair chegou esbaforido, pois queria conversar com Otávio e depois se dirigir à cidade para comprar alguns produtos para sua fazenda. Bem que se diga que ele estava era bastante preocupado com a situação de conflitos que estavam ocorrendo entre os jagunços e os colonos.
               As Companhias de terras incentivavam a expulsão dos pequenos proprietários e isso fazia com que crescessem os boatos de revolta por parte dos colonos. Altair estava muito preocupado com o que estava acontecendo e queria que Otávio se impusesse com a força aos vizinhos e se fosse necessário utilizasse os jagunços para colocar ordem no campo.
               Altair viu que os irmãos estavam chegando depois de cumprir as ordens de comprar o lote de gado da fazenda vizinha. Quando se aproximaram chamou-os para um lado e conversou:
               ― Ouvi dizer que um dos colonos que tiveram a família morta para que pudéssemos ter acesso às suas terras, está de volta à cidade e saiu do estado de loucura. É verdade?
               ― Não temos essa informação patrão – respondeu Darci. - Talvez seja só boato do povo. A cidade já tem tanta gente que o povo já não se conhece mais. Todo mundo está virando desconhecido.
               ― Vocês sabem que não dá para brincar com essas coisas. Otávio não pode saber que o pai está por perto. Isso pode estragar tudo o que planejamos para ele.
               ― Fique tranquilo patrão que nunca contaremos isso para ninguém. – disse Darci - É nosso segredo e vai morrer conosco.
               ― Espero que assim seja, porque, caso contrário, vocês morrerão por minhas mãos.
               Altair deixou os irmãos preocupados, pois eles sabiam o potencial de praticar maldades que o patrão tinha. Mas eles eram jagunços e nada temiam. Se fosse para morrer, morreriam lutando.
               Altair deixou a fazenda e seguiu para a cidade no caminhão que tinha sete jagunços na carroceria, prontos para entrar em ação. Em questão de uma hora estavam chegando ao armazém de seu Medeiros. Os jagunços desceram da carroceria e se puseram em prontidão para que o patrão pudesse descer do veículo.
               Quando entrou na venda procurou seu Medeiros para fazer o pedido de mantimentos que desejava. Enquanto o bodegueiro arrumava os produtos pedidos Altair se aproximou da porta do depósito e viu três homens trabalhando na repartição.
               Chegou de mansinho e olhou os empregados firmemente. Pedro e José, quando notaram que estavam sendo observados, cumprimentaram Altair com um aceno de mão e uma leve inclinação de cabeça. O outro empregado notou que os colegas haviam feito um sinal com um piscar de olhos, cumprimentou Altair e abaixou a cabeça continuando seu serviço. O chapéu havia escondido seu rosto e Altair não notou efetivamente quem era o terceiro trabalhador.
               O patrão deixou o armazém depois que os mantimentos haviam sido carregados no caminhão. Despediu-se de seu Medeiros com uma leve impressão de que deveria ter visto melhor o terceiro empregado que ele mantinha no serviço do depósito.
                  
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção." (Emmanuel)