Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 17: Confusão

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CAPÍTULO 17
 
 
 
               Confusão                                

 
                                           Antonio e os colegas do armazém vão para
                                         os lados do rio Iguaçu fazer entregas e se
                            deparam com grupos de jagunços.



               Alguns dias depois, Antonio, José e Pedro vão, com o caminhão de aluguel, levar produtos a uma cidade nas cercanias do rio Iguaçu. A viagem transcorreu bem, a não ser o pedágio que tiveram que pagar aos jagunços na estrada. Descarregaram a carga num armazém e em outro carregaram feijão, arroz, milho e trigo comprados por seu Medeiros.
               A viagem de volta estava transcorrendo bem até que deram de frente com um grupo de jagunços que levavam dois colonos como prisioneiros. Estavam amarrados, montados nos cavalos, sendo levados a destino incerto. Os jagunços deram passagem e o caminhão seguiu em frente. 
               Quinhentos metros depois encontram uma mulher que grita para eles, desesperada. O motorista freou o caminhão e todos desceram para atender ao chamado.
               Os jagunços haviam atacado o sitio nas proximidades e assassinado dois filhos da mulher e levado o marido e o filho mais velho com eles. Os amigos seguem a mulher até o rancho e encontram dois jovens mortos no alpendre. Nada mais podiam fazer por eles. Conversaram com a mulher e combinaram de levá-la até a cidade mais próxima para que as autoridades tomassem conta do caso.
               Quando se dispunham a sair viram que outro grupo de jagunços estava chegando a cavalo. Correram para o mato e se esconderam esperando que os cavaleiros fossem embora. Os jagunços olharam a propriedade, os dois mortos, e retornaram por onde haviam chegado.
               De longe viram que os jagunços se aproximaram do caminhão e olharam a cabine e a carga. Nada encontrando começaram a tirar algumas sacas de produtos, colocando-as sobre os cavalos. Depois montaram e foram embora. Quando se certificaram que haviam desaparecido na curva da estrada, o motorista e os amigos retornaram ao caminhão, levando consigo a mulher.
               Quando se acomodaram na cabine, eis que surge outro grupo de jagunços, vindo de encontro ao caminhão. O motorista previu confusão com os cavaleiros e ligou o motor. Engatou a primeira marcha e acelerou. O caminhão estava carregado e se movimentou lentamente no início e depois embalou indo de encontro aos jagunços que faziam sinal para que o motorista parasse o veículo.
               O motorista era corajoso e acelerou o máximo fazendo o caminhão atingir grande velocidade. Quando os jagunços viram que seriam esmagados pelo caminhão jogaram as montarias para fora da estrada. Alguns caíram dos cavalos, outros rolaram junto com as montarias e ninguém ficou em pé. O caminhão passou por eles como um raio e sumiu na estrada poeirenta. Aos jagunços só restava se recompor, montar e seguir viagem pela estrada.
           O motorista não quis saber de andar devagar, acelerou o caminhão e chegou rapidamente na primeira cidade onde deixaram a mulher na delegacia de polícia e, depois, quando foram liberados seguir viagem de volta ao armazém.    
   

 

 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"Não se zangue por não poder tornar os outros como você desejaria que fossem, pois você não se pode tornar (completamente) o que gostaria de ser." (Tomas Kempis)