Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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CAPÍTULO 5: No Centro Espírita

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CAPÍTULO 5
 
 
 
                                                       No Centro Espírita                                                       

 
                            No Centro Espírita o casal e a filha
                                   iniciam o tratamento de desobsessão.
                               


               Ao entardecer, chegamos ao Centro Espírita acompanhados por avó Maria, Luisinho e a senhora Maria. Os mentores da Casa já estavam concluindo os preparativos para o trabalho da noite.
               O ambiente estava iluminado por luzes violeta e branca que são as características dominantes dos eflúvios da cura. Os irmãos necessitados, dos dois lados da vida, receberiam o auxílio através da influência dos médicos espirituais que atuam na Casa.
               Os trabalhos necessariamente buscam a melhoria física e mental dos encarnados e desencarnados e o equilíbrio entre as forças opostas que atuam na mente de cada um.
               O bem se implanta na alma e extravasa aos necessitados através da concentração e meditação dos médiuns sob a atuação dos Espíritos protetores.
              A vivência nos ensina que somos seres em transição entre a matéria e o Espírito na busca da felicidade eterna.
               No Centro Espírita existe a busca permanente do conhecimento que liberta e da ação da fraternidade que arrasta as multidões.
               Quem frequenta a Casa se imanta em luz e se esclarece na Doutrina Espírita para aprender quem é, o que faz e o que precisa praticar para melhorar.
               Para não melhorar só é necessário seguir o que a vida em desleixo manda fazer e cair nos abismos onde a dor é companheira inseparável por longos anos.
               Encontramos o Dr. Bezerra que nos cumprimentou carinhosamente e nos pediu que olhássemos com atenção um caso especial de obsessão.
               Não deixei de pensar naqueles Espíritos que querem apenas orar e não colocar a mão na massa, pois mexer em cumbuca é algo difícil e só pode ser realizada por quem entende do riscado.
               O mal nesse tipo de gente é que além de nada fazer ainda criticam os que fazem. Mas devemos deixar para lá essas intercessões negativas e nos incorporar ao trabalho com muita dedicação.
               Aproveitamos o ambiente para conversar com nossos amigos e aprender muito com aqueles que estão muito a nossa frente.
               Pouco antes do início do trabalho chegou um casal com a filha, vindos de uma cidade vizinha. Eram as pessoas das quais a senhora Maria havia nos falado na escola. O médium conversou com eles e notou diversos Espíritos obsessores ao lado. Essas entidades estavam jungidas ao casal causando tormentos obsessivos.
             O casal e a filha foram acomodados na mesa para melhor concentração e captação dos fluidos espirituais de libertação.
               Na hora do atendimento um dos médiuns incorporou um dos principais Espíritos perturbadores que falava alto e não aceitava as ponderações do doutrinador. Desejava vingança contra o casal e a filha e não aceitava o diálogo franco. Não ouviu as ponderações do doutrinador, mas recebeu um choque anímico que o preparou para novas investidas no trabalho de desobsessão que seria realizado no Centro.
               Depois de alguns minutos deixou o médium e seguiu para a rua onde se encontravam seus comparsas. Os mentores da Casa deixaram que a malta seguisse livremente seu caminho, pois ainda não era hora de enfrentá-los com firmeza. Dois mentores seguiram o grupo, de longe, para começar a estabelecer a linha de trabalho que seria adotada.
               Findo o trabalho, o Dr. Bezerra se aproximou e nos disse que deveríamos conhecer a história daquela família para que pudéssemos melhor atendê-la. O médico dos pobres despediu-se, nos abraçando, pois tinha outros compromissos urgentes a tratar.
               Os médiuns retornaram às suas residências e os mentores se dividiram em grupos para atender os casos que tinham tratado durante o trabalho.
               Já passava da meia noite quando a senhora Maria se propôs a nos mostrar o que aconteceu na última encarnação daquelas personagens para que pudéssemos melhor aquilatar as primícias dos sofrimentos e perseguições que os desencarnados moviam contra os encarnados.
               Para melhor compreensão da história que seria mostrada, pediu a Luiz Dam que nos contasse a história da colonização da região, as desavenças entre jagunços e colonos, durante muitos anos e que culminou na Revolta dos Colonos ocorrida em 1957.
 
 

Luiz Marini - Livros

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Para refletir

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando da condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos." (André Luiz)