Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

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Jesus está morto!...

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               - Jesus está morto!..

               Os inimigos do Messias estavam felizes com o término da execução. Finalmente haviam encontrado o que procuravam: a morte de Jesus Nazareno, o inimigo público número um dos sinedristas, Doutores da Lei e seguidores do mal.

               Quando o corpo pendeu inerme na cruz a malta se vangloriou com o sucedido. Eles procuraram durante muito tempo levar à crucificação, o homem que realizava milagres e pregava uma nova diretriz de vida para a humanidade.

               Isso soava como um grande sacrilégio para os seguidores da Lei de Moisés e eles não descansaram enquanto não viram o propagador da Boa Nova morto na cruz.

               - O revoltoso está morto!...

               Morreu aquele que pregava o amor entre as pessoas, a oração pelos inimigos, o perdão incondicional aos desafetos, o amor a Deus e a consciência de lutar pelo bem e pela caridade.

               - Está morto o Messias!...

               Bradava o povaréu espalhado pelas ribanceiras do morro da caveira onde os réus condenados eram executados. A felicidade estampava seus semblantes, pois o Messias não mais existia.

               - Vamos embora que o Messias está morto!...

               Era a aclamação geral dos que estavam presentes ao ato de execução para se certificarem que Jesus não mais andaria pelo mundo pregando o Evangelho da redenção humana. Era importante constatar que o Nazareno estava morto, com o corpo pendido na cruz. Agora podiam voltar para suas casas, pois o que desejavam a longo tempo estava cumprido.

               Maria da Nazaré, Maria de Magdala, Joana de Cusa, o Apóstolo João e outros seguidores do Mestre estavam ao pé da cruz e receberam o corpo inerte para que fosse providenciado o sepultamento. Os maus homens haviam causado Sua morte, mas os Seus seguidores estavam esperançosos de que Suas palavras se cumprissem. Ele haveria de retornar através da ressurreição para com eles ficar por quarenta dias.

               Jesus foi sepultado na tumba pertencente a José de Arimatéia. O populacho foi para casa lembrando a agonia daquele que se intitulava “Filho do Homem”. Se Jesus era filho de Deus por que é que não levantou da cruz e provou ao povo que era realmente quem dizia ser? Essa pergunta estava respondida para o povo: Jesus não conseguira provar que era o Messias, pois se o fosse teria chamado seus exércitos de anjos e descido da cruz.

               Ao terceiro dia, Maria de Magdala vai ao sepulcro para levar as essências para o morto como era de costume em Israel. Fica estupefata ao ver que a pedra que cobria a tumba estava fora do lugar e o corpo havia desaparecido. Retorna ao jardim e encontra alguém que pensa ser o jardineiro e pede o porquê de O haver escondido. O homem se mostra resplandecente em luz e Maria fica extasiada ao reconhecer nele o Mestre amado.

               Tenta tocá-Lo, mas Ele não permite, pois ainda não havia subido ao Pai. Manda que ela retorne para junto dos Apóstolos e diga o que viu.

               A partir daquele momento os Apóstolos compreenderam que Jesus havia cumprido o que prometera: A ressurreição ao terceiro dia. Estava provado que a morte não existe e que a vida continua para o Espírito. Jesus havia matado a morte e isso jamais alguém havia conseguido provar de forma cabal.

               Os homens do povo souberam do ocorrido ao terceiro dia e muitos enlouqueceram por terem sido os principais líderes do movimento para matar Jesus. Eles haveriam de sofrer por muitos anos e quando conseguissem compreender o erro cometido entrariam nas fileiras dos seguidores de Jesus.

               Haveriam de sofrer nas mãos dos antigos amigos as perseguições cruéis para reparar o erro cometido de perseguir o Mestre divino. Afogariam em dores a alegria sentida por terem dito ao pé da cruz:

               - Jesus está morto!...

 

Luiz Marini 04/04/12

 

Luiz Marini - Livros

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